Feb 23, 2020 Last Updated 10:06 PM, Feb 20, 2020

COREIA DO SUL: UMA CULTURA QUE FAVORECE OS DESASTRES

Categoria: I Nostri Dicono
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O recente naufrágio do Sewol, cujo número de vítimas mortais está em cerca de 300, causou estupefacção não só na Coreia, como em todo o mundo. Afinal, como pode um país tão desenvolvido e rico ser palco de desastres tão incompreensíveis? Parte da resposta está na sua cultura.

O naufrágio deste ferry-boat veio por a descoberto vários elementos culturais e práticas administrativas que revelam um desrespeito crónico por leis e regulamentos, sobretudo no que toca a medidas de segurança. Este desrespeito vai para além do simples naufrágio do barco, ou seja, há toda uma série de infracções relacionadas com vários organismos, incluindo governamentais. Algumas destas infracções têm já vários anos.

Infelizmente, este caso faz parte de uma lista de tragédias que assolaram a Coreia em anos recentes e dos quais a mesma Coreia não parece ter aprendido qualquer lição. Entre eles estão o naufrágio do ferry-boat Seohae em 1993 (292 mortos), a queda de parte de uma ponte em 1994 (Seul, 32 mortos), o colapso do centro comercial Sampoong em 1995 (Seú, 502 mortos) e a explosão de gás em Tegu (1995, 101 mortos).

Todos eles podiam ter sido evitados de as regras básicas de segurança e normas de funcionamento tivessem sido observadas. A não observância das mesmas tem geralmente a ver com lucros. Ou seja, poupa-se no controlo das normas de segurança, muitas vezes de forma corrupta, isto é com pagamentos de luvas para a obtenção de licenças que de outra forma não seriam concedidas.

Como poe a 13ª economia mundial continuar sujeita a desastres causados por acção humana? Alguns apontam o dedo ao processo de industrialização do país nas décadas de 60, 70 e 80, um processo conhecido pela sua rapidez. É precisamente a cultura do “palli palli” (rápido rápido) que influenciou em parte esta industrialização desenfreada, a qual não olhou a meios para atingir os resultados que hoje apresenta. Fechar os olhos às regras e normas de segurança fez com que os coreanos não considerassem os riscos que tais atitudes implicavam. E, mais uma vez, estes erros pagam-se caro, muito caro. 

 

 

 


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