Jul 02, 2020 Last Updated 10:37 PM, Jun 29, 2020

COMUNIDADES CRISTÃS MESSIÂNICAS SE CONVERTEM EM MASSA AO JUDAÍSMO

Categoria: I Nostri Dicono
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Na Colômbia existem mais de 50 comunidades cristãs evangélicas messiânicas. Pelo menos sete delas abandonaram o cristianismo e se converteram ao judaísmo, um fenômeno religioso inusitado que chama a atenção na América Latina. São núcleos que reúnem entre 50 a 300 pessoas com potencial para crescer. A história é contada com informações da TV colombiana Caracol e entrevista com o rabino brasileiro, Alexandre Leone.

Os motivos para a mudança são diversos. Segundo a reportagem da TV Caracol, uma comunidade que antes se chamava “Igreja Cristã para a Família”, e hoje se chama “comunidade Sefardita de Antioquia”, se converteu em massa para o judaísmo motivada pela pergunta milenar: “Jesus foi ou não o Messias?”. Elad Villegas, líder da comunidade explica que optaram pelo conceito judeu de Jesus como tal e não o de Messias como no cristianismo. Sefardita é o termo usado para referir aos descendentes de judeus originários de Portugal e Espanha. A palavra tem origem na denominação hebraica para designar a Península Ibérica.

Os messiânicos dizem praticar o judaísmo de Jesus de Nazaré e seguem as tradições judaicas. Com isso, a mudança fica fácil. Grupos messiânicos de cristãos evangélicos, sem deixar de ser cristãos adotaram práticas judaicas e terminaram por se converter. Os convertidos estudam hebraico, leem a Torá, usam os símbolos do judaísmo, celebram as liturgias e festividades judaicas. Os homens chegam até a fazer a circuncisão. Para alguns deles, isso é mais do que uma conversão já que em suas investigações descobriram que são descendentes de judeus espanhóis forçados a se converterem ao cristianismo durante a Inquisição na metade do século XV e que migraram para a Colômbia no tempo da colonização. “Creio que minhas raízes, meus antepassados, minha alma é judaica”, explica André Peláez, um dos convertidos.

Assim como os seus antepassados foram obrigados a negar sua fé judaica e acreditar em Jesus como o Messias, hoje a comunidade se diz no direito ancestral de negar a fé cristã e resgatar a fé judaica. Não acreditando mais em Jesus como o Messias, o caminho foi se converter ao judaísmo.

Alguns chegaram fazer aulas via internet diretamente com rabinos em Israel. Em 2007, após cinco anos de estudo das leis e filosofia hebraicas, três rabinos ortodoxos de Israel foram a Bogotá para oficializar a conversão em massa. Foi quando 104 cristãos deixaram sua fé que já não praticavam para se converterem em judeus praticantes.

O Rabino Alfredo Goldschmidt do Centro Israelita de Bogotá acredita que, os convertidos carregam uma alma de alguém que, em vidas anteriores estava dentro do povo judeu, por isso vê esse movimento com respeito e admiração.

Confira a reportagem da TV colombiana.

No Brasil, em menor proporção, isso também acontece. Calcula-se que haja milhões de descendentes daqueles judeus que foram forçados a converter-se ao cristianismo em Portugal e que vieram ao Brasil durante o período colonial, os chamados “marranos”. Segundo Alexandre Leone, rabino do Centro Cultural e Social Bnei Chalutzim, entidade que serve à comunidade judaica de Alphaville em São Paulo, muitos brasileiros comuns de repente se descobrem descendentes de judeus e pedem para entrar no judaísmo. “É um fenômeno antropológico, existencial e pessoal. No passado esse fenômeno se dava mais através do casamento inter-religioso ou então conversões de crianças, cujas mães não eram judias. Tenho aqui pedidos de muitas pessoas querendo se converter ao judaísmo”, explica o rabino.

É muito difícil afirmar que eles tenham descendência judia como alguns deles afirmam, mas essa convicção pessoal os moveu a uma mudança de religião em busca de autenticidade. O judaísmo não é uma religião proselitista, mas aceita conversões. Em época de mudanças culturais tão intensas e rápidas, a migração de fiéis cristãos de uma igreja para outra e a conversão de comunidades cristãs para outras religiões traz questionamentos sobre a vivência da fé e a autenticidade da evangelização.

 

 

 

 


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