Dec 01, 2021 Last Updated 1:57 PM, Nov 30, 2021

Portogallo: Aspectos do Capítulo Provincial de Portugal

Categoria: I Nostri Dicono
Visite: 1764 volte

Ser missionário como Maria

Aos pés de Nossa Senhora de Fátima, o Superior Geral do Instituto, apela a que Maria esteja sempre presente na vida de cada um.

{mosimage} “Adão é cada um de nós. É preciso ter a coragem de dizer: Aqui estou, sem receio nenhum, porque Deus vem ao nosso encontro ”, afirmou o superior geral do Instituto Missionário da Consolata, durante a celebração, na Capelinha das Aparições.

Na eucaristia, que marcam o fim dos trabalhos do capítulo da província portuguesa, Aquileo Fiorentini questionou qual a resposta que cada um de nós dá ao chamamento do Senhor: se nos escondemos ou se respondemos afirmativamente.

Aproveitando as leituras do dia, a reflexão do Superior Geral incidiu sobre o facto dos missionários estarem junto a Nossa Senhora, que cada um recebeu por mãe. “Vamos levá-la para casa. E se ela é missionária vai fazer mexer a nossa passividade e vai tornar-nos, a nós também, missionários”.

Aos missionários e fiéis que participaram na eucaristia, Aquileo Fiorentini recomendou que cada um trouxesse, sempre, Maria, no coração. O superior geral dos Missionários da Consolata esteve de passagem por Portugal a caminho de Moçambique.

“Nós somos missionários deste tempo”

Luís Maurício é o mais novo da reunião e participa pela primeira vez num Capítulo Provincial. O missionário assinala a importância dos trabalhos, para definir linhas de acção futura.

{mosimage}O futuro que preconiza o missionário mais novo, presente nos trabalhos do capítulo é, “mais aberto, mais missionário, mais positivo e sobretudo com mais espírito de evangelho e de missão”.

Esta abertura à sociedade civil, definida logo à partida, para os trabalhos capitulares é algo de positivo, para este Luís Maurício, a trabalhar na comunidade de Águas Santas.”As nossas portas e a sociedade estão a abrir-se para nos deixarmos também acolher por este mundo”, salienta.

Bastante sensibilizado com a opção de abrir as portas a outros que não os religiosos, esta abertura tornou-se uma necessidade. “Senão ficamos numa ilha, num mundo e num tempo diferente. Nós somos missionários deste tempo e, por isso, estamos aqui”, salienta.

Quanto a propostas, para os tempos de hoje, o missionário aponta, ainda, algum receio de conjugar o trabalho missionário com os leigos. “O medo não é negativo. Nem sempre é negativo. Às vezes, é uma prevenção para que haja atenção. Por outro lado, não podemos ficar no medo de nos lançarmos a viver desafios neste mundo, nesta sociedade”.

Leigos Missionários da Consolata participam no Capítulo

Teresa Silva, Leiga Missionária da Consolata testemunha a sua visão dos trabalhos do Capítulo do Instituto Missionário da Consolata

{mosimage}Teresa Silva, Leiga Missionária da Consolata é um dos elementos convidados pela região portuguesa para assistir ao capítulo. Além desta, as Irmãs Missionárias da Consolata, o conselheiro geral e responsáveis da província espanhola e italiana do IMC também foram convidados.

Esta é a primeira vez que os Leigos participam no Capítulo (ainda que sem direito a voto) mas, já no ano passado, haviam participado na Assembleia . Para Teresa Silva, esta abertura era o passo normal a dar “mais tarde ou mais cedo”, refere. “Nos tempos que correm, ia ser uma questão de tempo, os leigos estarem a trabalhar, em comunhão, com os missionários”, aponta também.

Actualmente, desde o último capítulo geral, o IMC reconhece os LMC como elementos integrantes do mesmo. Trata-se de “aspecto positivo, vem dar continuidade ao caminho que vimos a fazer: trabalhar em conjunto não só na animação mas, todos juntos”.

Além do convite, sinal de união, esta Leiga Missionária da Consolata refere ainda que duas propostas apresentadas, passaram. A que lhe diz mais respeito, refere-se à permanência de elementos dos LMC a trabalhar e viver no bairro do Zambujal, o Ad gentes da província portuguesa.
Aliás, defende, “ia ser um sinal vivo do que é o trabalho que é fazer missão no país. Porque há muitos missionários que não percebem o que é ser missionário leigo no país”. Teresa tem aproveitado para sensibilizar e dar a conhecer o trabalho desenvolvido pelos LMC em Portugal.

Em jeito de balanço, afirma que “Nós (LMC) ficámos mais ricos por ter participado, ter visto como é que funciona, ver como é que os missionários trabalham. E, a nossa visão, que é um bocadinho diferente pode complementar”, conclui.

Instituto mais voltado para a sociedade civil

Província portuguesa define linhas de maior abertura à sociedade civil em matéria de Justiça e Paz e Integração da Criação (JPIC).

{mosimage}Conhecer o projecto ESPERE para estudar a sua adopção em Portugal foi uma das decisões tomadas durante os trabalhos da tarde, de 28 de Junho, subordinadas ao sub-tema” Justiça e Paz e Integração da Criação (JPIC)”. Esta foi uma das propostas operativas que levantou dúvidas por parte de alguns missionários, nomeadamente no que respeita à sua adequação à realidade portuguesa. Mas foi assinalado por outros participantes que, é importante conhecer esta metodologia de reconciliação e que o ESPERE pode servir de mediação para cortar com a cultura de violência.

O projecto ESPERE (Escolas de Perdão e Reconciliação) nasceu nos Estados Unidos da América, foi levado para a Colômbia e já aplicado no Brasil. Na Colômbia, recebeu uma menção honrosa das Nações Unidas, pelo contributo que dá à paz.

Tendo como preocupação a justiça e a paz, os capitulares reforçaram a ideia que, “é necessário fazer das nossas comunidades, lugar onde possa germinar e se testemunhe a justiça e a paz, empenhando-se afincadamente na reconciliação e na prática evangélica da justiça”.

A província portuguesa aderirá também a iniciativas de economia solidária como o banco ético, mercado ético entre outras. Ou seja, a preocupação subjacente é de escolher instituições bancárias que sejam transparentes e que não estejam envolvidas em transacções e negócios menos transparentes.

Além da necessidade de maior proximidade das pessoas para as poder apoiar ajudar em situações de sofrimento, a abertura à sociedade civil faz-se, também num olhar atento às mudanças que a transformam. “As nossas comunidades façam a leitura e interpretação da realidade social, económica e política do nosso país para poder criar traços eficazes de acção e aprofundar a doutrina social da Igreja”, aprovaram os capitulares.

Os trabalhos do capítulo provincial do Instituto Missionário da Consolata decorrem até 30 de Junho, em Fátima. O encerramento está previsto para a Capelinha das Aparições, na Eucaristia das 12 horas, presidida pelo superior geral, Aquileo Fiorentini, de passagem por Portugal a caminho do Brasil.

Missão não é monopólio dos missionários

“Aprenda-se a trabalhar em rede” é o convite dirigido pelo capítulo provincial aos misisonários da Consolata.

{mosimage}A Missão já não é monopólio dos missionários. É convicção do capítulo provincial da consolata que “os problemas que se levantam no horizonte da missão envolvem todo o mundo e exigem respostas globais, com a participação activa de todos”.
Os parceiros da sua actividade missionária são “os amigos e voluntários, as associações e organizações, mesmo de inspiração “laica” envolvidas na solidariedade, na ecologia, na justiça, na paz e nos novos estilos de vida coerentes com os ideais da missão” .

Parceiros privilegiados da missão são as Irmãs e os Leigos da Consolata, assim como os diferentes grupos que formam a Família Missionária da Consolata. Todos eles partilham o mesmo ideal, herdado do carisma do seu fundador beato José Allamano.

A parceria destes diferentes grupos para a missão desenvolve-se numa instituição recentemente criada, o secretariado da missão. Em reuniões regulares é estudado e lançado o programa de actividades.

Missão não dá acesso à reforma

“Ninguém deixe de fazer missão, nem sequer por motivos de saúde ou de idade”, lê-se numa moção apresentada ao capítulo.

Os missionários idosos dominaram o primeiro dia do Capítulo Provincial. Com a discussão do documento “Fidelidade e Testemunho”, como “instrumento de trabalho”, os capitulares abordaram temas sobre o missionário, a missão e a comunidade missionária.

A foto apresenta três missionários: José Zintu, o capitular mais idoso, italiano com uma larga experiência missionária no norte do Brasil; e os capitulares mais jovens, Luís Maurício e Davide Kuzenza, argentino e tanzaniano respectivamente.

Cada vez mais as comunidades missionárias são multiculturais, formadas por missionários oriundos de diferentes países. Esta nova situação exige formação adequada e, ao mesmo tempo, revela-se um sinal para o tempo actual.

No início dos trabalhos, o Superior Provincial apresentou um olhar rápido sobre a situação da província portuguesa, pondo em destaque os problemas relativos à falta de missionários e ao seu envelhecimento.

“Passemos à outra margem”

“Vamos para o lado de lá”, é convite de Francisco Lopez, da Direcção Geral dos Missionários da Consolata, que presidiu esta manhã, 26 de Junho, à abertura do capítulo provincial.

Teve início em Fátima, hoje 26 de Junho, o capítulo da província portuguesa dos Missionários da Consolata. São 33 os participantes: os padres e irmãos que trabalham em Portugal, e ainda os superiores de Itália e Espanha, que representam as suas províncias; e os representantes das Irmãs da Consolata e dos Leigos Missionários da Consolata, que tomam parte como observadores.

Presidiu, à eucaristia de abertura, o padre Francisco Lopez, Conselheiro para a Europa a representar a Direcção Geral, que definiu o capítulo provincial como “momento importante para a vida de uma província”.

Comentado o texto do evangelho, exortou os capitulares: “Passemos à outra margem, para o lado de lá, para além do que fizemos até agora”. O trabalho do capítulo provincial levará ”a interrogar qual é a nova fronteira” da missão em Portugal.

“No nosso continente estamos a descobrir cada vez mais lugares onde a mensagem não chegou ou foi esquecida. Saibamos fixar a nossa atenção nestes espaços onde intervir e evangelizar”, recomendou Norberto Louro, superior provincial


Recenti

Finestre sul MONDO

30 Nov 2021 Finestra sul Mondo

II domenica di Avvento. Anno C…

30 Nov 2021 Domenica Missionaria

Avvento. Un dono da accogliere

29 Nov 2021 Preghiere Missionarie

Essere giovani nell’Amazzonia

Essere giovani nell’Amazzoni…

29 Nov 2021 I Nostri Missionari Dicono

ARGENTINA. Missione quattro per quattro

ARGENTINA. Missione quattro pe…

29 Nov 2021 I Nostri Missionari Dicono

Pueblo Nuevo. Il villaggio di …

29 Nov 2021 Missione Oggi

Finestre sul mondo

23 Nov 2021 Finestra sul Mondo

I Domenica di Avvento. Anno C…

23 Nov 2021 Domenica Missionaria

Avvento. Venite saliamo al tem…

22 Nov 2021 Preghiere Missionarie

La vita spesa bene

La vita spesa bene

22 Nov 2021 I Nostri Missionari Dicono