Sep 23, 2018 Last Updated 12:47 PM, Sep 22, 2018
Missione

Etiópia, um País à busca de equilíbrio

A Etiópia é a mais antiga nação africana com mais de 2.000 anos de história. Com uma superfície de 1.104.300 km2 e uma população de 105 milhões de habitantes, dos quais 43% são Coptas Ortodoxos e 34% de Muçulmanos, a Etiópia é por tudo isto uma das principais nações africanas. Na capital. Addis Abbeba, tem sede a União Africana, organismo pan-africano, fundado em 1963, e que conta atualmente com 55 estados membros.

Com uma alta taxa de natalidade, uma média de 5 filhos por família, o país enfrenta  grandes desafios de ordem social – 30 % da população vive abaixo do nível mínimo de pobreza e o analfabetismo anda por volta dos 51% - e político, sobretudo as fortes tensões étnicas. Depois de séculos de monarquia, hoje a Etiópia é uma República Federal Democrática onde as províncias foram desenhadas sobre base étnica, reforçando a identidade local em vez daquela nacional. Por isso, a Etiópia é um país que procura o equilíbrio entre o fortalecimento do estado unitário e a satisfação das exigências regionalistas dos seus povos.

A Etiópia viveu no início deste ano a maior crise política desde o derrube do regime comunista de Menghistu em 1991. No dia 15 de Fevereiro o primeiro-ministro Hailemarian Desalegn demitiu-se devido às constantes manifestações anti-governamentais, reprimidas de modo violento e que provocaram a morte de centenas de pessoas e a detenção de milhares de opositores políticos. Os protestos da maioria étnica Oromo (35% da população, residentes na parte sul do país, e descriminados durante séculos), que exige direitos e autonomia política, fizeram emergir leaders locais que recusam o predomínio da componente Trigina (apenas 6% da população) na coligação da maioria que governa o país em detrimento do Oromo.

A recente eleição do novo primeiro ministro, Abiy Ahmed, de etnia Oromo, que está procurando atuar medidas socioeconómicas que respondam às exigências da maioria Oromo estão dando aparentes resultados. Mas a tensão é alta, bem visível nestes dias em que regressaram à Etiópia exilados políticos Oromo.

Como Missionários da Consolata nascemos para a Etiópia

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O território africano em que o Fundador, Beato José Allamano, queria iniciar a obra missionária do Instituto é aquele que conhecera pela boca do cardeal Guglielmo Massaia, vigário apostólico de Galla na região de Kaffa, na Etiópia, quando na sua adolescência frequentava o oratório de Dom Bosco e depois se apaixonou por ele depois de ler o trabalho do grande missionário capuchinho do Piemonte, “Os meus trinta e cinco anos de missão na Alta Etiópia”. O Fundador amadureceu com o tempo o projeto de estabelecer um instituto missionário para a evangelização da África, mais propriamente na Etiópia. Os condicionalismos históricos obrigaram a mudar o destino de seus missionários que inicialmente deveriam ir para o Vicariato Apostólico de Galla na Etiópia, mas devido à impossibilidade, por razões sobretudo políticas, de chegar a esse vicariato o plano foi mudado para o Quénia onde os primeiros missionários da Consolata chegaram em 1901.

O Allamano nunca desistiu da Etiópia. Em 1912, o fundador enviou para a África, o cofundador, Canónico Giacomo Camissasa, para estudar, entre outras questões, a abertura de missões na Etiópia. Em 1913, a Santa Sé confiou ao Instituto o Vicariato de Galla, erguido em 1913 sob o nome de Prefeitura Apostólica de Kaffa. O primeiro prefeito apostólico, Mons. Gaudenzio Barlassina, missionário no Quênia, chegou a Addis Abeba no final de 1916. Nos anos seguintes, os missionários da Consolata abriram outras novas missões no Vicariato do Gimma, na região sudoeste da Etiópia, tendo como foco a evangelização e promoção humana. Em 1941, com o fim da experiência “colonial” italiana, os missionários da Consolata foram expulsos do país. Somente em 1970 o Instituto voltou humildemente para a Etiópia, na pessoa do padre Giovanni De Marchi, assumindo o cura espiritual de algumas missões no Vicariato de Harrar. Em 1980 aos missionários da Consolata foi confiada a nova Prefeitura Apostólica de Meki. No dia 25 de Junho de 1992, a Santa Sé elevou a Prefeitura de Meki a Vicariato Apostólico. Atualmente, os Missionários da Consolata trabalham nas dioceses de Meki, Addis Abeba e Nekemte.

Embora a Etiópia seja uma nação com uma antiga e profunda tradição cristã que remonta ao tempo dos Apóstolos, a Igreja Católica é uma minoria com pouco expressão numérica mas cuja acão de promoção humana, nos setores da educação e da saúde, ultrapassa em muito o seu peso numérico.

Conselho Continental: 10-19 de Setembro

O Conselho Continental da África (CCA), órgão de comunhão e partilha, tem se reúnido regularmente para promover um caminho comum de reflexão, pesquisa e discernimento para o continente África. Esta foi a segunda reunião efectuada este ano, depois do primeiro encontro realizado em Bunjo (Tanzãnia), em Janeiro de 2018, aquando da realização da Assembleia Continental IMC.

10-11 de Setembro: Visita à Missão de Gambo

Antes de reunirmos para o trabalho de partilha e programação, o Conselho Continental, a pedido do Superior da Etiópia, Padre Marco Marini, visitar a Missão-Hospital de Gambo. Com esta viagem era possível visitar as principais missões-obras da Consolata em Etiópia e ao mesmo tempo refletirmos sobre a sustentabilidade económica desta circunscrição que tem a seu cargo, por razões históricas e de evangelização, importantes obras sociais.

Partimos na segunda-feira de manhã bem cedo, rumo a sul, com destino a Gambo, localidade situada a 245 km de Addis Abbeba. Fizemos duas paragens pelo caminho. A Primeira foi na Missão de Modjo, situada a 100 km de Addis Abeba. Nesta cidade os Missionários da Consolata estão presentes desde 1993 tendo à sua responsabilidade a paróquia, o seminário propedêutico, um centro de espiritualidade e obras sociais (escola e centro de saúde). Receberam-nos o Padre António Vismara e o Irmão Vicenzo Clerici. Depois de um café e uma visita à missão, continuámos a nossa viagem, passamos pela cidade de Meki, sede do Vicariado Apostólico, onde retomámos a nossa actividade na Etiópia em 1970, atravessámos o Rifty Valley, uma região com pequenos lagos. Almoçámos nas margens do Lago Langano. Continuámos viagem e chegámos à tarde a Gambo, situada no sopé de uma montanha e de um parque natural.

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A Missão de Gambo, antes de ser o que é hoje, era um leprosário. Como últimos vestígios da sua origem, no território adjacente existe ainda um bairro reservado aos leprosos, que os Missionários da Consolata tinham construído para acolher todos aqueles que eram marginalizados por causa da doença e que, por causa da pobreza extrema em que viviam, não tiveram a oportunidade de ser tratar em tempo. Nesta estrutura, milhares de leprosos da região sul da Etiópia eram curados e viviam numa aldeia, num completo isolamento.

Em 1987 o Centro de Saúde para o tratamento da lepra é ampliado e começa a funcionar o Hospital Distrital de Gambo que atualmente tem capacidade para 140 camas, sendo uma estrutura sanitária de referência na Província do Western Arsi, na Região da Oromia. No hospital de Gambo funcionam os departamentos de maternidade, pediatria, cirurgia, ortopedia, laboratório, farmácia e o internamento para doentes de lepra, tuberculose e HIV/SIDA. O hospital serve uma população de 435.000 pessoas e atende anualmente, com muito profissionalismo e humanidade, uma média de 25.000 doentes. Trata-se de um dos centros selecionados pelo Ministério da Saúde etíope que participa de todos os programas de saúde, dentre esses programas o controle da tuberculose e da lepra, a prevenção e diagnóstico da AIDS, tratamento para desnutrição, vacinas infantis e gravidez.

O complexo da missão de Gambo – hospital, leprosaria, missão, escolas, quinta-farm, emprega cerca de 400 pessoas, alguns dos quais são antigos doentes de lepra.

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O Hospital funciona com a ajuda de organizações internacionais, mas essa ajuda tende a decrescer e cada vez se torna mais difícil suster uma obra que pesa, do ponto de vista económico e administrativo, sobre o Instituto.

Em Gambo, fomos acolhidos pelos nossos confrades: Padres Sandro Delanora (Brasil). Alvaro Palácios (Espanha) e Ghebre Gebru (Etiópia). Na Terça-Feira, dia 11 de Setembro, celebrámos o inicio do novo ano etíope. Entrámos em 2011, pois na Etiópia segue-se o calendário Juliano. Participámos na Eucaristia do Ano de Novo com a comunidade local, celebrada em Amárico pelo padre Alvaro Palácios.

À tarde, acompanhados pelos Padre Álvaro e Sandro, visitamos o complexo da missão: hospital, escola, aldeia dos ex-leprosos, farm-quinta, etc.

No dia 12 de Setembro regressámos a Addis Abeba.

13 de Setembro:  Partilha da programação saída das Conferências de Circunscrição

Iniciámos as reuniões do Conselho Continental. O encontro foi precedido por um momento de reflexão espiritual orientado pelo Padre Marco Marini, o qual nos convidou a crescer na santidade e discernimento partindo do texto da recente Exortação Apostólica “Gaudete et Exultate” sobre a santidade.

Depois de um momento de reflexão e oração pessoal, voltámos a encontrar-nos para a leitura da Ata do último encontro do Conselho Continental realizado em Janeiro deste ano em Bunjo, na Tanzânia.

De seguida, cada superior de circunscrição partilhou o trabalho realizado na respetiva Conferência regional, de modo particular as principais iniciativas e atividades programadas para o sexénio 2018-2013 a nível da formação, missão ad gentes e economia.

14-17 de Setembro: Programação das Comissões a nível continental

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Os trabalhos destes dois dias foram dedicados à programação continental partindo das indicações dadas pela Assembleia Continental Pós-Capitular realizada em Bunjo-Tanzânia em Janeiro deste ano. Iniciámos a análise da programação feita pelas 5 comissões continentais: Formação de base, Formação Permanente, Missão Ad Gentes, Animação Missionária e Promoção Vocacional e Economia.

Formação de Base:

Falámos e programamos atividades que dizem respeito à escolha e preparação dos formadores para os seminários do Instituto em África; harmonização dos conteúdos da formação nos diferentes níveis de formação e preparação do Diretório de Formação de Base a nível continental; sustentabilidade económica dos seminários, abertura de um outro Seminário Teológico no continente, etc.

Animação Missionária e Promoção Vocacional

Vimos a necessidade de metermo-nos em comunhão com a Igreja Universal para refletirmos sobre os temas da Juventude e da Missão. No próximo mês, em Roma, iniciará o Sínodo dos Bispos sobre os jovens e o discernimento vocacional e em 2019 a Igreja Católica celebrará o Ano Missionário.

Missão Ad Gentes

No seu trabalho a nível continental, a Comissão Missão Ad Gentes, cuja responsabilidade está confiada ao Superior da Região de Moçambique, deverá ajudar a recuperar o específico da missão “ad gentes” no continente e o nosso contributo à evangelização dos não cristãos. Neste sentido, é importante o trabalho de recuperação da nossa memória histórica com estudos atualizados e partilha das atuais experiências e iniciativas pastorais de evangelização “ad gentes”.

Formação Permanente, Inculturação e Transmissão do Carisma

Foram programados diversos encontros de formação permanente para os confrades que celebram no sexénio 5 ou 10 anos de ordenação sacerdotal ou votos perpétuos para os irmãos. Foi estudado e redigido o conteúdo destes cursos que terão uma duração de 6 semanas e que terrão lugar em Sagana (Quénia), Bunjo (Tanzânia) e Laulane (Moçambique).

Em seguida partilhámos o acompanhamento e programa que cada circunscrição para os missionários jovens, missionários idosos e doentes e missionários que vivem situações-problemáticas especiais.

Por fim, houve uma troca de ideias e programação sobre a aplicação do Código Ético do Instituto, elaboração e vivência do Projeto Comunitário d Vida e do projeto Pessoal de Vida. Estes são importantes instrumentos para refletir e viver a nossa consagração religiosa-missionária, a nossa fraternidade e missão “ad gentes” a nível pessoal e comunitário.

Programámos diversas iniciativas para refletir a fundo sobre a inculturação e transmissão do nosso carisma IMC em África.

Economia para a Missão

Completámos o trabalho de programação continental com a Comissão de Economia para a Missão. estudámos a factibilidade da criação de um fundo de pensões a nível continental. Partilhámos a situação de cada circunscrição no que refere à segurança sanitária (assistência médica). Houve uma informação e partilha sobre como investir o capital existente no fundo continental destinado à formação de modo assegurar as despesas, cada vez maior, da formação de base nos seminários existentes no continente.

18-19 de Setembro: Nova abertura em Madagáscar

21 INMD 1 06Analisámos o estado da preparação para a nova abertura continental no Madagáscar e os passos a dar para atuar abertura prevista para janeiro de 2019. Neste momento, o Padre Kizito Mukalazi (Uganda) e Jared Mukori (Quénia), dois dos três missionários destinados ao Madagáscar estão a estudar a língua francesa na Costa do Marfim. No mês de Novembro e Dezembro estarão juntos no Quénia, com o Padre Jean Tuluba (Congo), para uma preparação mais próxima (conhecimento pessoal e estudo da realidade sociocultural e pastoral). A abertura será feita na diocese de Ambanja, situada no norte da ilha de Madagascar. A diocese tem uma superfície de 34.083 km2, é povoada por uma população de 1.471.000 habitantes, dos quais 142.112 são católicos (10% da população) Haverá um peditório-ofertório em cada comunidade-paróquia IMC a nível de África a favor desta nova missão.

Indicámos alguns critérios que devem guiar a nossa presença no Madagáscar: aprendizagem da língua e cultura malgaxe, prioridade à evangelização ad gentes, um estilo simples (segundo o modelo usado pelos nossos missionário em Angola), animação missionária e promoção vocacional.

Leigos da Consolata em África

Fizemos uma partilha sobre a situação dos Leigos da Consolata nas diferentes circunscrições do continente. Vemos que ainda não formámos um laicado IMC a nível do continente. Aquilo que existe são diferentes experiências e grupos, alguns dos quais nasceram de modo espontâneo, de Amigos da Consolata. Vimos a necessidade de formar um laicado missionário nas nossas circunscrições que partilhe e viva o carisma missionário da Consolata.

Assuntos vários

Falámos do problema do tribalismo e do nacionalismo ad extra e ad intra nos nossos países e circunscrições e os risco que estes fenómenos representam nas nossas comunidades e na vivência da vida religiosa e do carisma IMC. Individuaram-se medidas a tomar resolver estre problema que afeta profundamente cada vez mais algumas circunscrições do continente.

Houve uma informação sobre os seguintes temas: os confrades do continente que neste momento estão a fazer especializações em África e em Roma em nome do continente; Simpósio sobre as Minorias Étnicas a realizar pelo IMC em Roma em preparação ao Sínodo dos Bispos sobre a Amazónia; a comunicação ad intra e ad extra sobre o trabalho realizado pelos Missionários da Consolata em África (artigos nas revistas, sites, etc.).

O Conselho Continental concluiu-se com a Eucaristia de Acão de Graças na Capela da Casa Regional. Foi a ocasião para agradecer à Região IMC da Etiópia pela hospitalidade e disponibilidade em nos acolher, proporcionando-os tudo o necessário para o bom andamento dos trabalhos do Conselho Continental.

 

O próximo encontro do Conselho Continental terá lugar em Abidjan, na Costa do Marfim, de 29 de Abril a 8 de Maio de 2019.

Alla Conferenza mondiale su Xenofobia, razzismo e nazionalismo populista nel contesto delle migrazioni mondiali che si è aperta ieri si affronta il tema da una prospettiva cristiana. Quali sono le problematiche più urgenti legate alle migrazioni?

L’Asia, il continente più popoloso al mondo (4,46 miliardi di persone), capace di generare più del 50% del Pil mondiale, è una delle fonti più consistenti dei problemi legati alla migrazione e alla xenofobia.

Secondo l’Unhcr, nella regione Asia-Pacifico vi sono almeno 7,7 milioni di persone di cui l’Onu si prende cura. Di questi 3,5 milioni sono rifugiati; 1,9 milioni sono sfollati interni; 1,4 milioni senza Stato e senza nazionalità.

È ovvio che le cifre reali sono molto più grandi, ma difficili da recuperare. Va detto che i rifugiati, che si sottraggono a situazioni di guerra o di violenza, spesso sfruttano proprio le vie delle migrazioni generali, andando nei Paesi dove si può trovare lavoro e forse tranquillità e pace.

I lavoratori migranti si muovono dai loro Paesi, economicamente meno sviluppati, verso quelli più ricchi. Così milioni di persone viaggiano in cerca di fortuna da Filippine, Indonesia, Cambogia, Myanmar, Vietnam, Nepal, verso Paesi come il Giappone, la Corea del Sud, la Malaysia, la Thailandia, Hong Kong, Taiwan, la Cina e il Medio oriente. Secondo l’ILO, nel 2015 questo flusso di persone era di 25,8 milioni nella sezione Asia-Pacifico e di circa 17 milioni negli Stati arabi.

La maggior parte dei governi dei Paesi dell’Asia sfrutta il nazionalismo e - se non il razzismo - almeno la superbia della propria razza come un collante sociale, per sostenere l’unità delle loro giovani nazioni.

Vale la pena non dimenticare il fatto che oltre ai migranti stranieri, in Paesi come India e Cina, vi è anche una enorme migrazione interna: circa 300 milioni di dalit e tribali in India e oltre 200 milioni di migranti in Cina. Questi lavoratori migranti soffrono le stesse ingiustizie vissute dagli immigrati nei Paesi del Golfo, o in Europa: mancanza di contratto di lavoro, orari da schiavismo, nessun diritto alla salute o alla scuola per i loro figli, paghe misere, insicurezza, violenze.

Fino ad ora, le migrazioni sono state in qualche modo ostacolate e la xenofobia era spesso motivata dal timore che i migranti rubassero il lavoro ai locali. Ma al presente, in diversi Stati, un vero alleato per combattere la xenofobia è la crisi demografica che sta colpendo tanti Paesi sviluppati. Tale crisi porta a una riduzione della forza lavoro e ad una crescita della spesa sociale per la sanità e le pensioni. Diversi demografi, come James Liang, sostengono che un alto tasso di crescita della popolazione, che la rende giovane, sostiene non solo la forza lavoro, ma anche la capacità di innovazione e di rischio nella società. Ciò significa che il futuro nell’inventiva e nella crescita del Pil appartiene ai Paesi che sostengono le nascite o che permettono ai migranti di entrare nel loro territorio.

Per questo – anche se con difficoltà - sempre più Paesi stanno aprendo le porte agli stranieri.

L’esempio più tipico è il Giappone, con un tasso di fecondità pari a 1,4 e con una popolazione che si riduce sempre di più e diviene sempre più vecchia.  Dal prossimo aprile, il governo aprirà una nuova agenzia per gestire e accrescere i flussi di lavoratori migranti che nei prossimi anni entreranno in Giappone. In particolare, per le Olimpiadi del 2020 la società giapponese ha bisogno di centinaia di migliaia di lavoratori di tutti i tipi: servono manovali per costruire gli stadi, ma anche persone con lavoro qualificato per accogliere i milioni di futuri turisti. Il governo di Tokyo ha anche assicurato che darà un nuovo status residenziale ai lavoratori migranti. Finora, infatti, tutti i migranti arrivano in Giappone con visto turistico e poi trovano lavoro, ma solo con visto di apprendisti a paga bassa, e possono rimanere nel Paese solo per alcuni anni.

In più vi sono problemi più nascosti: i migranti arrivano in Giappone attraverso dei broker, figure che contattano i lavoratori nei Paesi d’origine, mettendoli in comunicazione con le aziende giapponesi. Essi garantiscono il posto di lavoro e il viaggio di andata in aereo. In tal modo stabiliscono con i migranti un credito difficile da ripagare per via dei bassi salari.

Vi è poi la piaga della prostituzione. Ci sono molte donne, soprattutto filippine, vietnamite e thai, che arrivano in Giappone come ‘apprendiste’ e lavorano in negozi e fabbriche durante il giorno. Alla sera e di notte lavorano nel mercato del sesso.

Come molti compatrioti uomini, le ragazze vengono attratte con il miraggio di un lavoro che permetterebbe loro di guadagnare molti soldi. Ma non è la verità. Il datore di lavoro ha rapporti con i club di prostituzione, e a volte toglie loro il passaporto, perché non possano fuggire.

Molti missionari sono impegnati nell’aiuto ai migranti in Giappone, ma la loro opera riesce finora solo a sostenere la loro vita nel quotidiano e nei bisogni più essenziali, non a livello formale e legale. C’è bisogno che l’accoglienza di migranti non avvenga solo perché costretti dalla demografia, ma da un cambiamento di mentalità, passando dalla visione di una società “omogenea” a una società multiculturale.

Per quanto riguarda poi l’accoglienza ai rifugiati, nel 2017, su 19mila domande di asilo, il Giappone ha riconosciuto lo status di rifugiato solo a 100 persone.

Il bisogno di forza lavoro in vista dei campionati di calcio del 2022, e le critiche della comunità internazionale sono stati la spinta per il Qatar a migliorare le leggi per i lavoratori migranti impiegati come collaboratori e collaboratrici domestiche. I domestici – di solito tutti stranieri - potranno lavorare per massimo 10 ore al giorno, dovranno ricevere pagamenti mensili e un giorno di vacanza a settimana, oltre che tre settimane di ferie nel corso dell’anno. A fine contratto i lavoratori riceveranno anche una liquidazione corrispondente a tre settimane di pagamento per ciascun anno di servizio. In passato molte donne straniere impiegate nel Paese erano costrette a lavorare per 100 ore settimanali. Inoltre, ad esse veniva sottratto il passaporto, trattenuta la paga e molte sono state vittime di violenza fisica e sessuale.

Il Qatar non è l’unico Paese dell’area a essere accusato di abusi verso i lavoratori stranieri. Nel 2015, l’Indonesia aveva annunciato che avrebbe smesso di inviare staff domestico a 21 Paesi della regione mediorientale proprio a causa dei maltrattamenti da essi subiti.

Il caso dei Rohingya

Non è possibile parlare di xenofobia e razzismo in Asia senza affrontare quella che da molti è stata definita come la più grave crisi di rifugiati. Perché se quella dei rifugiati afghani è senz’altro più vasta come numero, più di sei milioni rifugiati in Pakistan e Iran, quella dei Rohingya è forse la più dolorosa perché sono rifiutati non solo dal Myanmar ma anche da altri Paesi dove essi hanno cercato rifugio. Diversi osservatori hanno definito i Rohingya come la minoranza più perseguitata al mondo.

In maggioranza musulmani, questa minoranza in Myanmar è trattata da molti buddisti birmani come un gruppo di migranti illegali dal Bangladesh. E sebbene molti di loro abbiano vissuto in Myanmar da generazioni, ad essi viene negata la cittadinanza birmana.

La loro situazione è divenuta tragica dallo scorso 25 agosto, quando a causa di alcuni scontri con alcuni militanti Rohingya, le forze di sicurezza birmana ed estremisti buddisti si sono dati a violenze senza fine, cacciando via la popolazione dello Stato del Rakhine e bloccando le operazioni umanitarie. Secondo Médecins sans frontières, fra il 25 agosto e il 24 settembre dello scorso anno, sono stati uccisi 6700 Rohingya. Fra questi sono compresi anche 730 bambini sotto i tre anni di età. Il governo birmano si è difeso dicendo di aver combattuto contro terroristi.

Al presente vi sono fra i 700mila e un milione di rifugiati al confine fra Bangladesh e Myanmar. Il governo di Dhaka ha chiesto al Myanmar di riprenderli, ma per ora sono ancora molto pochi ad aver fatto ritorno. Intanto le operazioni umanitarie sono riprese nel Rakhine centrale, ma non nel Nord Rakhine, dove vi sono state le violenze.

Il nostro corrispondente dice: Voglio presentare alcuni fatti sulla crisi dei Rohingya, per comprendere cosa dovremmo fare come famiglia umana e come seguaci di Gesù compassionevole.

Il Bangladesh ha permesso l’entrata dei Rohingya

L’anno scorso, allo scoppiare del conflitto, migliaia di Rohingya hanno tentato di entrare in Bangladesh. Nei primi tre giorni il governo di Dhaka non lo ha permesso. Ma coloro che erano a guardia della frontiera e la polizia soffrivano di questo e hanno loro permesso di entrare perché erano devastati: molti di loro erano arrivati a piedi, in barca, nuotando, percorrendo strade per giorni. La maggior parte di loro avevano lasciato dietro i loro cari, dopo aver sperimentato uccisione, stupri, la peggiore persecuzione.

Così, il premier Sheikh Hasina ha risposto alla crisi. Ha incontrato i Rohingya a Cox’s Bazar, dove erano rifugiati e ha offerto loro un riparo. Sheikh Hasina ha dichiarato che avrebbe offerto un rifugio temporaneo e aiuti, ma che il Myanmar avrebbe dovuto presto “riprendere indietro i suoi connazionali”.

Alcune storie di Rohingya

Motalab Ahmed, un Rohingya 65enne, vive nel campo 1 di Kutupalong da un anno. Egli racconta: “Avevo una farmacia nel distretto di Mundu, in Myanmar. Ma siccome sono musulmano, hanno cominciato a perseguitarmi e da un ricco commerciante sono diventato un mendicante”.

Roksana, 10 anni, non vuole ricordare quello che è successo ai suoi genitori lo scorso anno, alla fine di settembre. Suo padre è stato ucciso di fronte a lei e la madre è stata stuprata davanti ai suoi occhi. Lei e sua mamma sono arrivati in Bangladesh dopo tre giorni di cammino. Lungo la strada hanno mangiato erba per sopravvivere.

Akasha, una donna di 70 anni, è arrivata portata sulle spalle del figlio. Fra le lacrime dice: “Non avevo mai visto una persecuzione simile: i soldati birmani non si sono fermati davanti a nulla, stuprando perfino una donna anziana. Stupri, incendi, razzie per cacciarci. Ma quale peccato abbiamo fatto? Siamo nati in Myanmar, non abbiamo fatto del male agli altri. Abbiamo detto grazie al governo del Bangladesh e a tutti i donatori internazionali, che ci stanno aiutando nei campi di raccolta”.

Parlando con molti Rohingya, dal profondo del cuore essi dicono di voler tornare a casa. Essi hanno lasciato il luogo dove sono nati per mancanza di rispetto e di sicurezza. Essi dicono anche che chiunque ama la sua patria come una madre e che essi sono divenuti dei rifugiati a causa della persecuzione della loro fede, per ragioni politiche e economiche.

Le sfide

Nei distretti di Banzarban e di Cox’s Bazar, alla frontiera col Myanmar, vivono circa un milione di Rohingya. Per essi le sfide principali sono procurarsi cibo, un riparo, medicine, sicurezza, formazione. Secondo l’Unicef, ogni giorno nei campi Rohingya nascono 60 bambini. Molti adolescenti e donne, per procurarsi ciò di cui hanno bisogno, si sono buttate nella prostituzione. Vi sono molte ong che vi lavorano, ma esse danno le stesse cose: riso, olio, ma non pesce. Così i profighi rivendono il riso e l’olio nei mercati locali per comprare carne e pesce. Senza alcun lavoro, uomini e donne Rohingya, annoiati, molte volte sono coinvolti in azioni criminali. La situazione diviene grave di giorno in giorno. I media locali riportano dati della polizia: nei primi otto mesi dall’agosto 2017, nei campi di rifugio in Bangladesh sono avvenuti 20 assassinii e 160 incidenti o altro tipo di violenza.

La risposta delle Ong

Al presente vi sono circa 100 ong che lavorano per i rifugiati Rohingya. Fra queste vi è la Caritas-Bangladesh, che è stata la prima ad arrivare e intervenire. La Caritas opera nella zona con 200 impiegati e offre cibo, ripari, cure mediche, strumenti per la pulizia, ecc.

Durante la sua visita l’anno scorso, papa Francesco ha incontrato alcuni Rohingya a Dhaka. Ascoltando le loro storie il Santo Padre ha pianto.

Il cantante degli U2 ricevuto da Francesco per oltre mezz’ora a Santa Marta: «Discusso su come ripensare la “bestia selvaggia” del capitalismo».

«Un uomo straordinario per tempi straordinari». Bono Vox, storico frontman della band U2, sintetizza in poche parole la sua impressione di Francesco, il Papa argentino con cui sembra condividere la preoccupazione sull’aumentare della povertà, della mancanza di educazione e della «bestia selvaggia» del capitalismo nel mondo. La rockstar è stata ricevuta in udienza privata dal Pontefice nella Casa Santa Marta, oggi pomeriggio. Giunto intorno alle 16.30 in Vaticano, Bono ha dialogato con Jorge Mario Bergoglio per oltre 40 minuti a porte chiuse. 

Motivo della visita era presentare al Papa i risultati di “One”, organizzazione no profit di cui è co-fondatore attiva nel campo dell’educazione con oltre 10 milioni di membri in tutto il mondo (3 milioni in Africa), ma, soprattutto, creare una sinergia con “Scholas Occurrentes”, la fondazione argentina divenuta pontificia per volontà di Francesco e creata anni fa sempre per volontà di Bergoglio, all’epoca cardinale di Buenos Aires, per garantire una formazione ed una educazione a centinaia di migliaia di bambini, giovani e adolescenti di 190 Paesi attraverso anche l’arte e lo sport. 

Non è stato, tuttavia, solo questo l’unico tema affrontato da Bono, al secolo Paul David Hewson, con «Sua Santità». «Abbiamo lasciato andare la conversazione dove voleva andare» ha riferito, indossando i suoi caratteristici occhiali dalla lente viola, dal banco della Sala Stampa vaticana solitamente occupato da vescovi e cardinali ai giornalisti e cameraman che, preavvertiti del suo arrivo, sono giunti numerosi.  

Nativo di Dublino, Bono ha affrontato con il Papa la questione degli abusi del clero in Irlanda, una delle piaghe più dolorose per la Chiesa dell’isola dalla quale si è risollevata con non poca fatica, dopo decenni di impegni per la prevenzione e la tutela, di richieste di perdono e risarcimenti. A neanche un mese dal viaggio del Papa, «abbiamo inevitabilmente discusso anche di Irlanda» ha detto Bono Vox. «Ho condiviso le mie sensazioni di quello che è successo nella Chiesa, gli ho spiegato che ad alcuni sembra che gli abusatori siano stati più protetti delle vittime». «Ho potuto vedere il dolore nella sua faccia, penso fosse sincero», ha aggiunto il cantante che nel 1999 aveva incontrato Giovanni Paolo II e, dieci anni dopo, nel 2009, Benedetto XVI all’udienza con gli artisti nella Cappella Sistina. 

Con Bergoglio ha discusso anche «dei cambiamenti che devono avvenire a livello locale, e di come dobbiamo ripensare la “bestia selvaggia” che è il capitalismo, che non è immorale ma amorale, e richiede il nostro impegno». Non è mancato un cenno sui temi «del futuro del commercio e di come promuovere uno sviluppo sostenibile, tema sulla quale (il Papa) è molto impegnato», come dimostra l’enciclica “verde” Laudato si’

Parlando della sua organizzazione “One”, Bono ha spiegato che «uno dei temi centrali, al momento, è il fatto che 130 milioni di ragazze non vanno a scuola perché sono ragazze». Affiancato dal direttore mondiale di “Scholas”, José Maria del Corral, il leader degli U2 ha sottolineato: «Siamo molto interessati nell’educazione e siamo toccati da quello che “Scholas” sta facendo: sono cose molto innovative con cui si sta preparando il futuro, una educazione in molti contesti diversi, stando con le persone nelle comunità». 

Un progetto che rientra «nella visione di questo Papa, di lavorare a livello locale, unire il micro con il macro». Il progetto di collaborazione sicuramente si realizzerà, ma «non abbiamo deciso cosa faremo insieme, per ora abbiamo solo avuto un innamoramento reciproco», ha scherzato  Bono tra le risate dei giornalisti. «È un pensiero piuttosto radicale. Stiamo parlando di insegnare alle persone a contare e scrivere, e raggiungere arte e matematica avanzata» fiduciosi del fatto che «non è mai tardi».

Dans le passé il y a eu le phénomène des enfants de la rue communément appelé « cheque » à Kinshasa en RDC qui faisait rage dans le passé, tout le monde se rappelle. Cette situation n’a pas encore terminé complètement parce qu’Ils sont encore là dans certain coin de la ville surtout au grand Marché Central de Kinshasa, aux alentours de l’Echangeur à Limeté où ils vivent, pendant la journée ou tard dans la soirée et dans la nuit ils attaquent les passants pour demander quelque chose, voler ou violer. Ils sont agressifs mais différents des Gans de Kinshasa appelé KULUNA !

Les Kuluna, les gans un mouvement qui s’est manifesté suite à la dégradation de la situation socio économico politique du pays qui s’est plongé dans une crise économique, sociale par mangue de valeurs, politique … terrible, vers les années 2002 il y a eu l’apparition des jeunes anormales dans certains quartiers de la ville de Kinshasa.

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Leur coiffe avec boucle d’oreille

Ils vivent en famille chez eux avec leurs parents, frères et sœurs dans les quartiers où tout le monde le connait bien à la différence des enfants de la rue, eux quittent la famille pour aller vivre dans la rue avec leurs amis(es) loin de leur famille respective.

Cette catégorie des jeunes appelés communément KULUNA sont pratiquement dans les différents quartiers de la ville de Kinshasa, maintenant ils sont aussi en province à l’intérieur du pays, connus dans leur milieu de vie : tout le monde du quartier connait leur nom et prénoms, leur famille…

Ils sont des semeurs de troubles, des violences. Un phénomène, entre eux, influencé par la force de l’appartenance dans un groupe, soi-disant protéger leurs quartiers, être le plus fort du quartier par rapport à l’autre quartier et se défendre en cas qu’ils sont poursuivis par la police ou les agents d’ordre.

Ils utilisent la drogue légère dans la périphérie mais ceux qui ont des moyens peuvent utiliser ce qui est forte, la boisson alcoolique ; ce dernier temps à Kinshasa, il ya un grand marché noir où la boisson et d’autre choses arrivent de l’Angola par LUFU à moins chères, qui facilitent la prise de tout ce produit. Les jeunes font des mélanges de ces boisons alcoolique jusqu’à perdent les contrôles après sa consommation. Pour se battre, ils ont sur eux ou dans les pantalons la machette, ou coupe herbe ou bien un autre instrument tranchant capable de blesser facilement et profondément jusqu’à éliminer la vie humaine.

Ils sont fameux dans les bagarres entre différents groupes de jeunes des autres quartiers suite à des conflits ou bien dispute pour les questions affectives entre garçons et filles. Ils provoquent les autres pour arriver à mener les troubles, ils vont voler ou quidnacpé une jeune fille d’un autre quartier, dans le partage du butin, s’il n ya pas l’attente cela amènera les désordres entre eux.

Ils opèrent tant la journée que la nuit en surveillant la situation sécuritaire de la police ou des agents de l’ordre et quand ceux-ci arrivent ils se cachent pour revenir après leur passage.

Ils sont fameux dans les bagarres, organiser de tel sorte qu’il y a d’éclaireurs qui sont devant, suivis de ceux qui contrôlent la situation, ceux qui attaquent, qui font le combat, leurs fournisseurs de tout ce qu’il trouve sur la route qui peut faire du mal : pierre, bouteille, brique pour lancer et faire fuir le gens, la machette ils utilisent quand ils sont face en face. Quand ils font ça ils avancent et tout ce qu’ils trouvent sur leur chemin ils volent, pillent, casse de fois… et s’enfuient loin du quartier de peur d’être prit par la police.

Ils sont organisés en écuries : ils ont leurs principes et leurs lois pour bien vivres et faire leurs affaires, ils y a un chef à qui tout le monde écoute et obéis en cas de désobéissance, vous êtes punit avec des coups terribles.

Nous vivons dans ce milieu pour mieux le connaitre, nous avons besoin d’adopter certains comportements. Il faut avoir la patience de connaitre le milieu et la personne avec qui nous vivons avec au quotidien. La simplicité est un élément qui permettra à entrer en contact avec ceux que tout le monde connait qu’il est bandit ; tandis que la peur dans de tel milieu est la chose la plus pire qui conduira à la ruine. Du courage et une psychologie forte. Calme dans les réactions et patience dans l’écoute et la réaction pour ne pas tout perdre. Il faut faire route avec eux sans être comme eux. Ceux qu’ils attaquent sont ceux qui vivent avec eux mais de fois la nuit ils te laissent passé parce que tu leur à saluer le premier me disait un monsieur qui rentre toujours tard la nuit.

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 Sauvons quelques jeunes

Ils cherchent toujours qu’ils y aient un événement dans le quartier : funérailles, fête, musique…pour faire quelque chose : demander de l’argent pendant les funérailles, être là toute la nuit en train de fumer du chanvre, boire de l’alcool fort… quand ils exagèrent, l’organisateur de l’événement ou la famille éprouvée, font intervenir la police pour la sécurité et calmer les esprits.

Dans de tel milieu « la paix est un comportent » comme disait le vieux Houfouet Bouagny. Un témoignage de vie est demandé pour apporter un changement de comportement de la jeunesse en leur donnant du travail créant au sein d’eux, le respect de la personne qui le formera à la responsabilité, quelques pistes que nous envisageons pour amener à une pastorale de la récupération de la personne de jeune dans cette société après avoir passé à une purification psychologique s’il y a besoin pour éliminer cette perte de nos jeune. « Il faut le faire des hommes avant de leur faire des chrétiens » disait le Bienheureux Allamano.

L’appui du gouvernement est essentiel car sans elle, le pays, la société, l’Eglise ne vaux rien.

Martedì 18 settembre è iniziato a Roma, nella Casa Generalizia, l’incontro del Consiglio Continentale dell’Europa che si concluderà sabato 22. Ne fanno parte P. Antonio Rovelli, consigliere continentale ed i superiori di Spagna, Italia e Portogallo, P. José Luis Pereyra Quintián, P. Michelangelo Piovano e P. Eugenio Butti.

Contemporaneamente è anche riunita una commissione, nominata dal consiglio stesso, che ha l’incarico di preparare una bozza di Direttorio della futura Regione Europa.

Ne fanno parte P. Luiz Jimenez, P. Carlos Pereira, P. Elisio Assunção, P. Efrem Baldasso, P. Thomas Mushi e P. Pietro Villa.

Nel primo giorno il consiglio ha fatto una condivisione sulla vita delle nostre circoscrizioni in Europa e preparato alcune linee ed indicazioni per il lavoro della commissione.

Il processo verso la costituzione della Regione Europa ci coinvolge ed impegna in modo particolare in questi mesi e a Torino, dal 23 al 26 ottobre, vi sarà anche un incontro di tutti superiori delle comunità locali dell’Europa.

Nella gioia di condividere con voi il cammino che stiamo facendo vi chiediamo anche il ricordo nella preghiera.

La vita la si possiede nella misura in cui si dà!”. Sono le parole di P. Stefano, Superiore Generale, nell’omelia della prima memoria liturgia della Beata Leonella Sgorbati, missionaria della Consolata, vergine e martire, celebrata questo lunedì 17 settembre a Nepi.

Il Vangelo, scelto e approvato per la memoria, ci propone l’immagine del chicco di grano che, caduto a terra, solo se muore produce molto frutto. La contraddizione è solo apparente, ci ricorda P. Stefano, concelebrando insieme al Cappellano delle consorelle, al Direttore del Centro Missionario Diocesano, tanti confratelli venuti dalla Casa Generalizia, con l'animazione delle Missionarie della Consolata e la partecipazione dei Laici Missionari della Consolata. Infatti, aggiunge, citando S. Pietro Crisologo, “i martiri nascono quando muoiono, cominciano a vivere con la fine, vivono quando sono uccisi, brillano in cielo essi che sulla terra sono creduti estinti.” (Sermo, 108).

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Suor Leonella ha iniziato a brillare in cielo il 17 settembre di 12 anni fa, caduta sotto 7 pallottole che hanno silenziato la sua voce, ma non prima di permettergli di sussurrare sull’ultimo sospiro: perdono, perdono, perdono. Suor Leonella non si trovava per caso in quella strada di Mogadiscio, di fronte al Villaggio SOS, dove fu presa dagli assalitori. Era lì perché la sua grande generosità l’aveva portata a “prendere la vita sul serio”, come fanno i martiri, ha sottolineato P. Stefano. Proprio in quel posto, insieme alle altre consorelle della comunità che avevano fatto la scelta di restare nonostante il rischio per la propria vita, e proprio lì dove Lei, come insegnate, si occupava di preparare le future infermiere che porterebbero uno spiraglio di consolazione alla martoriata Somalia.

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All’apertura della celebrazione fu portata in processione la reliquia di S. Leonella, un frammento di osso che ci invita ad imitarla nel suo coraggio missionario e ci ricorda la sua presenza che continua ora intercedendo per noi presso il Padre. Assieme fu anche portata la sciarpetta preparata per la celebrazione della beatificazione avvenuta a Piacenza il 26 maggio scorso.

Come tutti i santi anche Lei “morì sulla bocca del Signore” (versione ebraica letterale di Dt. 24,5), baciata da Lui con amore, come succedette a Mosè nel suo trapasso da questa vita al seno del Padre. Nel suo grande amore Lui la prese con sé, a Lei che è divenuta 5º Vangelo, ricorda P Stefano concludendo la celebrazione. Vangelo non scritto a parole ma con la vita, con la vita donata, nei fatti concreti e nell’accettare di vivere con radicalità sull’esempio di Gesù Cristo.

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La chiesa era adornata con fiori rossi in ricordo del sangue versato da Suor Leonella. Sulla parete un gruppo di icone da poco dipinte: Il Beato Allamano, al centro, e accanto la Beata Irene e la Beata Leonella, ognuna scritta su sfondo dorato invitandoci a contemplare la loro santità, ma anche a ricordarci che è alla santità la chiamata del missionario.

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In America Latina 32 milioni di persone non sanno leggere e scrivere. Vite discriminate...

La battaglia non è terminata, anzi, l’assalto finale, per quanto ben organizzato, prenderà ancora molto tempo. L’analfabetismo, anche se può sembrare bizzarra una tale osservazione, non è stato ancora sconfitto in America Latina. È vero, il mondo in generale è sempre più alfabetizzato, i livelli di istruzione sono aumentati di generazione in generazione e attualmente, secondo le statistiche dell’Organizzazione delle Nazioni Unite per l’educazione, la scienza e la cultura (Unesco) del 2016, il tasso di alfabetizzazione globale tra gli adulti è dell’86%, e raggiunge il 91% tra i giovani. Ma ci sono ancora 750 milioni di persone che sono analfabeti sul pianeta e due terzi di essi sono donne.

Puntando lo zoom statistico dell’ultimo rapporto dell’Unesco sui cinque continenti, possiamo osservare che degli oltre 630 milioni di persone che vivono in America Latina e nei Caraibi, 32 milioni circa non sanno leggere e scrivere. Vale a dire il 4% circa della popolazione analfabeta del mondo. Con questi numeri l’America Latina si posiziona al quarto posto a livello mondiale dietro l’Asia centrale, l’Europa e il Nord America, e l’Asia orientale e sud-orientale.

Continuando nella lettura degli ultimi dati a disposizione si osserva che il tasso di alfabetizzazione degli adulti in America Latina e nei Caraibi raggiunge il 94%, e nei giovani il 98%. Un numero significativo di paesi supera il 99% di alfabetizzati, come Argentina, Bolivia, Cile, Costa Rica ed Ecuador. Ma alcuni altri rimangono al di sotto del 90%, come El Salvador (88%) e Honduras (89%).

Osservando la situazione dell’America Latina e dei Caraibi in un arco di tempo compreso tra il 1990 e il 2016 si può notare che sono stati registrati progressi significativi nell’alfabetizzazione degli adulti. Il tasso di alfabetismo è infatti passato dall’85% al 94% in 26 anni. Tuttavia, nonostante i risultati positivi ottenuti nell’alfabetizzazione dei territori più remoti, non si può fare a meno di introdurre, con il criterio dell’alfabetizzazione, anche quello dell’accesso alla scuola, di ogni ordine e grado. E con esso il tasso di abbandono scolastico che assieme a quello dell’analfabetismo configura un indicatore generale molto importante anche per determinare il vigore della lotta all’ignoranza.

Il rapporto dell’Unesco evidenzia che uno dei paesi latino-americani con il più alto tasso di abbandono è il Guatemala (52,2%), seguito da Honduras (44,7%) e dal Messico (42,3%). Haiti è il paese dell’America Latina più disastrato quanto a livello di alfabetizzazione, che tocca appena il 72% della popolazione. Del resto, fa notare il rapporto, “i disastri influenzano e causano regressione”, in riferimento alla serie di uragani, terremoti ed epidemie che hanno colpito l’isola negli ultimi due decenni.

Il forte terremoto del 2010 che ha ucciso circa 300.000 persone è stato tra le catastrofi peggiori, con l’uragano Matthew che ha colpito l’isola nel 2016 ed ha causato la morte di oltre 500 persone e gravissimi danni materiali. Due eventi tra i tanti che hanno fatto retrocedere la lotta all’analfabetismo dai livelli già raggiunti, obbligando lo stato e le organizzazioni private a riprendere il cammino dall’inizio.

La fame nel mondo torna a crescere: nel 2017 il numero di persone denutrite è aumentato toccando 821 milioni di persone, più di una su nove. Si tratta di numeri che fanno tornare il pianeta ai livelli di dieci anni fa. Numeri e valutazioni si evincono dall’ultimo rapporto Onu dal titolo: “Lo stato di sicurezza alimentare e nutrizione nel mondo”, presentato dalle agenzie delle Nazioni Unite, Fao, Ifad, Pam, Unicef e Oms.

Il principale contributo per raggiungere questi numeri drammatici arriva dall’Africa dove la fame è cresciuta praticamente in tutte le sotto regioni del continente. Aumenti, ma molto limitati, si registrano anche in America Latina (Venezuela, Haiti soprattutto). Situazione stabile invece nella maggior parte delle regioni dell’Asia.

Il rapporto evidenzia che sono stati fatti passi avanti per sconfiggere la denutrizione dei bambini, ma non sono comunque sufficienti: circa 151 milioni di piccoli sotto i cinque anni, il 22% nel mondo, sono affetti da arresto della crescita per denutrizione.

Tra le cause principali dell’aumento della fame, il rapporto indica la variabilità climatica caratterizzata da eventi estremi, conflitti e guerre e i rallentamenti economici. E’ il cambiamento climatico, in particolare, a minare la produzione di cibo in alcune regioni dove, in vista di un costante innalzamento della temperatura, si prevede un sensibile peggioramento nel futuro.

Secondo questi dati quasi un miliardo di persone nel mondo soffrono la fame e sono in grande maggioranza in Africa. La domanda sorge spontanea: che cosa rappresenta allora il PIL? Quel PIL che che alcuni paesi africani vantano e che spesso sfiora le due cifre. Il Prodotto Interno Lordo indica che da quello specifico territorio sono passati miliardi di dollari ma che, evidentemente, non sono serviti a migliorare le condizioni di vita della popolazione. In una parola quel denaro non è stato distribuito. Per stabilire che un paese cresce, dunque, non bisogna fare riferimento al PIL. Sarebbe più giusto valutare: accesso all’acqua potabile, alla sanità, all’istruzione, mortalità infantile, etc. etc.

The philosophy of the sacredness of life, central theme of Humanae Vitae, which must be defended, advocates by the encyclical, is in no way different from what constitutes the ethico-cultural foundation of the African universe.

When one goes through the encyclical Humanae Vitae, 50 years later (1968-2018), one realizes that the philosophy of the sacredness of life (central theme of Humanae Vitae) which must be defended, advocates by the encyclical, is in no way different from what constitutes the ethico-cultural foundation of the African universe. The entire ethico-cultural universe of Africa is fundamentally based on the principle that life is sacred in its most intrinsic principle and that it must be welcomed, celebrated, defended, with the dignity it deserves. This is the basic teaching of Humanae Vitae.

The sacredness of life is based in the African ethico-cultural universe on its nature to be a gift of God. A gift of God that is materialized by the child. In the ethico-cultural dynamics of the African people, the child is a gift of God. Every birth is a sign of the blessing of God, which is why the protection of the woman and more particularly of the pregnant woman is essential for the African people. Contrary to what is said about the treatment that women receive in African culture, which is often painted in negative, the woman enjoys a certain respect and a dignity since she is a carrier of life through pregnancy. Pregnancy already has the face of the human. Pregnancy, the unborn child, is already a living being that must be protected and defended supports the morality of Humanae Vitae. This child is destined to integrate a family, which also remains a divine institution.

It must be said loud and clear, without the family, without the community, without the ancestral lineage, the African people loses the essence of his existence. What would be the African people without the family, without the community? We do not talk about life in Africa outside the family or community. In the African cultural universe, the individual lives, exists only because the community exists first. It is the community, it is the family that gives meaning to the existence of the individual. All the education of the child, male and female, is oriented in this perspective to make them fundamental actors in the construction of the family according to their sexuality. The man is trained to be a man for his family, and the woman to be a woman for his family and all of them are called to live in mutual respect. The family is consolidated by the sacred bonds of marriage. Far from being a simple act of administration, marriage remains a sacred cultural act that not only binds two people, but two families, two communities for life.

For this, the whole family, the whole community works to welcoming, educating and helping the development of the unborn. Parental responsibility, one of the themes dear to Humanae Vitae, is not only central to the African ethico-cultural universe, but acquires in this universe a larger dimension. The parents are not only the biological father and mother of the child, but the whole extended family, the whole community. The education of the child is everyone's business. Education has a community dimension. The child thus becomes a link of family and community unity.

From this perspective, it is really difficult for the African ethico-cultural world to conceive the practice of using contraceptive pills, which are brakes for conception. This African ethico-cultural truth is strongly defended by Humanae Vitae and was the stumbling block between Paul VI and the world. There is at the heart of Humanae Vitae and the African ethico-cultural reality a real resistance against what we can call pseudo values such as contraception and all that oppose procreation and the fundamental principle of life. The African universe has always favored the regulation of births by means of natural methods by submitting exclusively to natural laws. Approach that Humanae Vitae strongly recommends. It must be said, African human existence has always been culturally built on links to the cycles of nature. Nature, culturally, governs the daily life of the African man at all levels. The African man is indeed a being of nature.

It can safely be said that Humanae Vitae remains essentially a systematic thematization of the values that nourish African culture in its foundations.

Today, it must be said loud and clear, at the heart of this period where African culture seems to be diluted more and more due to the violent influence of modernism and globalization, it is necessary to revisit and re-appropriate this prophetic encyclical to find the necessary forces of a renewal source of a better future for African families.

 

FRANÇAIS

Humanae Vitae: une Encyclique Africaine

Quand on parcourt l’encyclique Humanae Vitae, 50 ans après (1968-2018), l’on se rend véritablement compte que la philosophie de la sacralité de la vie (thème central de Humanae Vitae) qui doit être défendue contre vents et marées selon cette encyclique, n’est en aucun cas diffèrent de ce que constitue le fondement éthique et culturel de l’univers africain. Tout l’univers éthique et culturel africain repose fondamentalement sur le principe selon lequel la vie est sacrée en son principe le plus intrinsèque et qu’elle doit être accueillie, célébrée, défendue avec la dignité qui lui revient. Tel est l’enseignement fondamental de Humanae Vitae

La sacralité de la vie relève dans l’univers éthique et culturel africain de sa nature d’être un don de Dieu. Un don de Dieu qui est matérialisé par l’enfant. Dans la dynamique éthique et culturel de l’homme africain, l’enfant est un don de Dieu. Chaque naissance est signe de la bénédiction de Dieu, c’est pourquoi la protection de la femme et plus particulièrement de la femme enceinte, est capitale pour l’homme africain. Contrairement à ce qui se dit sur le traitement que reçoit la femme dans la culture africaine, qui souvent est peint en négatif, la femme jouit d’un certain respect et d’une dignité puisqu’elle est porteuse de la vie à travers la grossesse. La grossesse porte déjà le visage de l’humain. La grossesse, l’enfant à naître, est déjà un être vivant qu’il faudra protéger et défendre soutient la morale de Humanae Vitae. Cet enfant est destiné à intégrer une famille, qui elle aussi reste une institution divine

Il faut le dire haut et fort, sans la famille, sans la communauté, sans la lignée ancestrale, l’homme africain perd l’essence de son existence. Que serait l’homme africain sans la famille, sans la communauté ? On ne parle pas de vie en Afrique en dehors du cadre familial ou communautaire. Dans l’univers culturel africain, l’individu ne vit, n’existe que parce la communauté existe en premier. C’est la communauté, la famille qui donne sens à l’existence de l’individu. Toute l’éducation de l’enfant, homme comme femme, est orientée dans cette perspective à faire d’eux des acteurs fondamentaux en vue de la construction de la famille selon leur sexe. L’homme est formé à être un homme pour sa famille, et la femme à être une femme pour sa famille et tous deux sont appelés à vivre dans le respect mutuel. La famille se consolide par les liens sacrés du mariage. Loin d’être un simple acte d’administration, le mariage reste un fait culturel sacré qui ne lie pas seulement deux personnes, mais deux familles, deux communautés pour la vie.

Pour cela, toute la famille, toute la communauté travaille à l’accueil, à l’éducation et à l’épanouissement de l’être qui vient. La responsabilité parentale, un des thèmes chers à Humanae Vitae, est non seulement central dans l’univers éthique et culturel africain, mais acquiert dans cet univers une dimension plus large. Les parents ne sont pas seulement le père et la mère biologiques de l’enfant, mais toute la famille élargie, toute la communauté. L’éducation de l’enfant est l’affaire de tous, elle a une dimension communautaire. L’enfant devient ainsi lien d’unité familiale et communautaire.

Dans cette perspective, il est vraiment difficile pour l’univers éthique et culturel africain de concevoir la pratique de l’utilisation des pilules contraceptives qui sont des freins à la conception. Cette vérité éthique et culturelle africaine est défendue à fond par Humanae Vitae et constitua le point d’achoppement entre le Bienheureux Paul VI et le monde. Il y a au cœur de Humanae Vitae et de la réalité éthique et culturelle africaine une véritable résistance contre ce que nous pouvons qualifier de pseudo valeurs que sont la contraception et tout ce qui s’opposent à la procréation et au principe fondamental de la vie. L’univers africain a toujours favorisé la régulation des naissances par le biais de méthodes naturelles en se soumettant exclusivement aux lois naturelles, aApproche que recommande vivement Humanae Vitae. Il faut le dire, l’existence humaine africaine a toujours été culturellement construite sur les liens avec les cycles de la nature. La nature, culturellement, régit le vécu quotidien de l’homme africain sur tous les plans. L’homme africain est en effet un être de la nature.

On peut donc dire sans se tromper que Humanae Vitae reste essentiellement un traitement systématique des thèmes liés aux valeurs qui nourrissent la culture africaine dans ses fondements.

Aujourd’hui, il faut le dire haut et fort, au cœur de cette période où la culture africaine semble de plus en plus se dilater sous l’influence violente du modernisme et de la mondialisation, il convient de revisiter et de se réapproprier de cette Encyclique prophétique pour retrouver les forces nécessaires à un renouveau promoteur d’un devenir meilleur pour les familles africaines.

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