Aug 17, 2018 Last Updated 9:57 AM, Aug 17, 2018

Do Quênia para Roraima, ao encontro da sabedoria indígena

  • Mag 16, 2018
  • di  Cristiane Murray, Vatican News - Pe. Jaime Patias, IMC
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Terra Indígena Raposa Serra do Sol foi homologada em 2005 Terra Indígena Raposa Serra do Sol foi homologada em 2005 foto: P. Jaime Patias, IMC
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Missionários da Consolata estão presentes na região há 70 anos. Vatican News conversou com Padre Philip, queniano, enviado à Amazônia em 2013.

A Terra Indígena Raposa Serra do Sol é uma área situada no nordeste do estado de Roraima, às beiras da fronteira com a Venezuela, destinada à posse permanente dos grupos indígenas Macuxi, Wapichana, Taurepang, Ingaricó e Patamona. A área de 1,7 milhão de hectares foi homologada em 2005 após 34 anos de luta. Com mais de 20 mil indígenas, 60% dos quais menores de 15 anos, a população vem crescendo e nas comunidades e escolas diferenciadas, quase a totalidade dos professores são indígenas.

Missionários da Consolata: 70 anos de missão em Roraima

Presentes na região desde 1948, em 1971 os Missionários da Consolata fizeram a opção pelos indígenas e em 1972 passaram viver nas malocas ao lado do povo. Essa opção profética foi assumida mais tarde também pela Diocese de Roraima, o provocou perseguição, difamação e ameaças de morte aos missionários e a Dom Aldo Mongiano, primeiro bispo da diocese. Hoje ele, aos 99 anos, é o mais idoso do Brasil. Depois de Dom Aparecido Dias e Dom Roque Paloschi, a diocese é hoje conduzida por Dom Mario Antônio da Silva.

Quem são

Sete jovens missionários da Consolata africanos: Philip Njoroge Njuma, James Murimi Njimia, Joseph Musito, Jean Tuluba, Jean-Claude Bafutanga, Joseph Mugerwa, Gabriel Ochieng; e o experiente Irmão italiano Francisco Bruno acompanham os povos indígenas. Atuam na área também, três Irmãs missionárias da Consolata.

O testemunho

Depois de estudar em sua terra natal, o Quênia, Padre Philip Njoroge foi enviado a São Paulo para estudar teologia e à Bahia para a pastoral. Além de seu dialeto local, ele já falava swaili e inglês. Superando as dificuldades de uma nova língua e cultura, foi enviado à Amazônia em 2013 e com muita paciência e vontade de aprender, hoje acompanha e caminha com estes novos irmãos.

“Ele são os protagonistas são os indígenas. Nós apenas acompanhamos e caminhamos juntos para que a vida do povo floresça guiada pelos seus direitos, cultura e sabedoria”

Após 70 anos de presença, para uma congregação que tem em seu DNA a missão ad gentes, a vivência na Raposa Serra do Sol ensinou os missionários a caminhar com os povos indígenas, com suas esperanças e lutas, alegrias e conflitos, rompendo fronteiras e padrões de evangelização.

“ Comungamos juntos as alegrias e tristezas ”

Ouça o testemunho de P. Philip à Radio Vaticana.

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