Apr 24, 2017 Last Updated 9:33 PM, Apr 23, 2017

Boa Vista, 27 di settembre del 2015
 
Carissimi,
 
Voglio mettervi al corrente di un fatto gravissimo che ho appena saputo in questi giorni.
Da circa cinquant'anni sono al corrente dell'esistenza di un gruppo di indigeni (probabilmente un sottogruppo di yanomami) localizzati in una regione, dentro alla Terra Indigena Yanomami oggi demarcata e teoricamente “protetta".
Le uniche notizie di questa popolazione le ho avute da alcuni uomini yanomami, oggi tutti anziani, che, decenni fa, hanno partecipato ad alcuni "raid" per vendicare la morte di loro parenti importanti, che essi supponevano causata da malefici di questi indigeni. Le testimonianze erano corroborate dalla presentazione di alcuni trofei (scuri di pietra, una pentola di terracotta, e pochi altri strumenti tra i quali nessuna traccia di metalli).
Piú di trenta anni fa, parlando di loro, avevo pensato assieme ad alcuni yanomami amici di fare una spedizione di approssimazione, per cercare di eliminare l'ostilità ormai radicata che c'era contro di loro e che probabilmente era reciproca. Alla fine rinunciai all'impresa, non per paura del pericolo che poteva esserci per la "nostra" incolumità, ma solo per il fatto che mi resi conto che se li avessi contattati, avrei avuto bisogno di aiuto di altri per poter assisterli per un tempo ragionevole (almeno alcuni anni) fino a che si potessero vaccinare e curare nell'eventualitá praticamente certa che venissero contaminati da noi con qualche virus o altre
malattie contagiose e/o letali. Su questo punto ho un'esperienza molto grande e dolorosissima: le malattie introdotte in questi gruppi isolati sono letali nella maggioranza dei casi.
Ebbene, venendo al nocciolo, due o tre anni fa, la FUNAI, con mia grande stupore, ha deciso di costruire una pista di atterraggio e una baracca ad una certa distanza da questo gruppo, che da alcuni anni era stato localizzato esattamente con sorvoli aerei. Il motivo addotto dalla FUNAI era quello di installare alcuni suoi funzionari, perché vigilassero affinché i cercatori d'oro che si stavano avvicinando pericolosamente a quella regione, non potessero entrare in contatto con gli indigeni isolati.
Con mia sorpresa, giovedì scorso (24-19-2015), casualmente, ho saputo da uno yanomami che la pista e la baracca della FUNAI erano state occupate da cercatori d'oro, tra i quali anche uno o due yanomami dell'alto Catrimani. Questi ultimi erano a loro volta entrati in contatto con i loro parenti a mezzo radio-fonia, usando l'apparecchiatura abbandonata nella baracca dai funzionari della FUNAI. Nella stessa baracca erano rimasti tra le altre cose: una televisione, un'antenna parabolica, un frigo e un generatore per farli funzionare.
Gli Yanomami hanno comunicato che i "garimpeiros" si sono impossessati della radio e la stanno usando, hanno sequestrato il generatore e hanno distrutto
la televisione, l'antenna parabolica e il frigo. Hanno inoltre comunicato che i garimpeiros mandavano un avviso ai funzionari della FUNAI, di non tornare in quel luogo se non volessero essere uccisi.
Per chiarire meglio la gravità della situazione, ho saputo che i funzionari della FUNAI erano stati ritirati da quel luogo, forse a maggio scorso, perché l'Ente Federale (FUNAI) non aveva più i mezzi necessari per dare loro appoggio di viveri, combustibile e avvicendamento del personale.
Contemporaneamente, vari mesi fa, persone che hanno sorvolato l'area, hanno constatato che il villaggio isolato era vuoto.
Adesso, alla luce dei nuovi avvenimenti, viene spontaneo chiedersi se già allora i "garimpeiros"avessero avuto contatto con questa popolazione isolata, e se questo contatto
avesse causato la fuga di tutti gli abitanti del villaggio  o la loro decimazione.
Non so se c'è ancora tempo per scongiurare una strage, ma da un po’ di giorni non riesco a dormire!
Un altro yanomami ha aggiunto che sul fiume Catrimani l'acqua é sporchissima a causa del "garimpo" che si è installato in un piccolo affluente del rio Lobo de Almada (affluente di destra del Catrimani), e che si vede un continuo vai e vieni di aerei che userebbero una pista di atterraggio costruita dai cercatori d'oro anche in questo luogo.
Gli yanomami dicono che i "garimpeiros" sono molto numerosi. Per il modo con cui  lo affermano, suppongo che in quella regione (rio Apiaú e rio Catrimani ) ci possano essere alcune migliaia di invasori (tutti con armi da fuoco naturalmente).
Non sono sicuro di aver chiarito la questione, ma lo spero; in caso di dubbi, per favore ditemeli perché io possa cercare di chiarirli.
Un forte abbraccio.
fratel Carlo Zacquini, Missionario della Consolata a Roraima (Brasile)

Eu fui destinado na Terra Indígena da Região Raposa Serra do Sol (TIRRSS) especificamente na Região das Serras com o Centro da Região em Maturuca no dia 26 de agosto de 2014 com Carta oficial (Decreto 04-014) do Superior Regional da Amazônia Pe. Manuel Loro Jover mesmo que já tinha frequentado a Região um pouco antes pra conhecer. TIRRSS se encontra na fronteira do Brasil com Guiana Inglesa e Venezuela no Estado de Roraima norte da Cidade de Boa Vista. TIRRSS tem quatro Regiões que incluem Raposa, Surumu, Baixo Cotingo e Serras (Maturuca). No dia 15 de Abril, 2005, os povos indígenas da TIRRSS celebraram 10 anos da homologação da sua terra. O decreto da homologação da TIRRSS foi assinado uma década atrás no dia 15 de Abril, 2005, pelo Presidente Lula Como uma Terra Indígena Continua. Podemos dizer que, essa era uma das grandes conquistas dos povos indígenas alem de ser recentemente a primeira Terra Indígena acontecer júri popular na comunidade de Maturuca na historia do Brasil.

Região das Serras é composto de duas organizações; O conselho Indígena de Roraima (CIR) e a Sociedade de Defesa dos Indígenas Unidos de Roraima (SODIUR). Segundo os dados do ano passado da pesquisa feita pela coordenação da Região, tem 7 grupos dos povos indígenas que incluem; Makuxi, Wapichana, Ingarikó, Patamona, Taurepang, Sapará e Areekuna. Maioria do povo na Região são Makuxi. O numero total das comunidades é 86, 72 pertencendo a Organização CIR e 14 a Organização SODIUR. Toda Região tem a população de 12,118. 8 centros. Numero total do gado é 16,000. 32 Igrejas e algumas comunidades tem Igrejas que estão em construção e os demais não tem. 160 catequistas. 68 escolas. 350 professores. 3,400 alunos.

Desde a minha chegada à Região seja na partilha com liderança, nas colocações das Assembleias entre outros, a frase que ressoa mais no meu ouvido é, “Anna Pata, Anna Yan”- Nossa Terra Nossa Mãe. Como a mãe amamenta o seu filho ou sua filha para ficar mais forte e saudável, Terra, que os povos Indígenas ganharam após de muitas lutas, torturas, sofrimentos e perseguições deve alimenta-los bem sem prejudica-la.

O Sustento da Região incluem; o gado, a produção agrícola, a criação de peixe E galinhas entre outros. Neste ano, a Região esta passando momento difícil da grande seca que esta castigando não apenas o gado, mas também a população por causa de falta de suficiente alimento e água.

É interessante observar a dimensão comunitária que o povo vive onde todas as famílias de uma comunidade juntam forças pra o bem comum. Eles trabalham na roça comunitária, no projeto do gado comunitário entre outros. Trabalhando com os povos indígenas especialmente o povo Makuxi, eu percebo a simplicidade desse povo e quanto preciso de pouco para ser feliz e que Deus realmente se revela nos pequenos, que nos ensinam a reviver como os primeiros cristãos que colocavam tudo em comum e dividiam seus dons com alegria segundo as necessidades de cada um.

No tempo atual, a realidade esta mudando aos poucos em maioria das comunidades indígenas onde cada família esta buscando e trabalhando pra ganhar o sustento da sua família esquecendo a dimensão comunitária. Não tem nenhuma cultura que é estática. Todas as culturas são dinâmicas e quando uma cultura se encontra com a outra cultura, cada uma delas tem tendência de ganhar alguns elementos positivos e perder outros elementos que não são tão desejáveis. Isso vai modificando cada cultura e hoje é o dia que a pessoa não pode falar sobre uma cultura pura porque uma cultura pura como os nossos antepassados viviam não existe mais neste universo.

A Região tem muitos desafios pastorais que nós enfrentamos como distancias longas entre as comunidades, falta de acesso pela estrada em algumas comunidades. Para chegar a algumas comunidades, uma pessoa tem que caminhar por um dia inteiro nas trilhas ruins. Apesar dos sofrimentos, de uma vida humilde e de algumas dificuldades, nós encontramos nas comunidades um povo alegre, esperançoso e uma estrutura com agricultura, energia elétrica, postos de saúde e escolas, gerenciadas pelos próprios indígenas.

O nosso trabalho com os povos indígenas é não ser protagonistas, mas nós queremos acompanha-los onde eles estiverem para que a vida deles possa florescer. Conhecendo bem os seus direitos humanos, os seus direitos da terra entre outros, queremos lutar junto com eles pra que eles possam ter uma vida digna. “Eu vim pra que todos tenham vida e a tenham plenamente (João 10:10)”. Em fim, agradecimentos vão aos missionários que se doaram pra evangelizar a Região das Serras agora que a Região esta se preparando comemorar 100 anos da Evangelização. Que a Nossa Senhora Consolata intercede por nos e o nosso bom Deus nos ajude a dar o melhor de nos pra este povo que mais necessita o nosso apoio.

Região da Raposa Serra do Sol que se encontra na fronteira do Brasil com Guiana Inglesa e Venezuela realizou a sua primeira Assembleia dos Catequistas a partir de 23/02/2015 a 28/02/2015 em lago Caracaranã; Centro Regional da Raposa. Essa Primeira Assembleia que ficou marcada na historia foi organizada pelos Missionários/as; Padres Joseph, Jean, Afonso, André e Philip; Irmão Chico; e Irmãs Teresa e Alda. A Assembleia congregou as quatro Regiões da Raposa Serra do Sol que compõem a Região das Serras, Raposa, Surumu e Baixo Cotingo.

Os Catequistas começaram marcar a sua presença no dia 23/02/2015 e abertura oficial da Assembleia se realizou na manha do dia 24/2015 com oração inicial liderado pelos coordenadores indígenas das quatro Regiões. A Assembleia juntou a cerca de 486 participantes maioria sendo Catequistas com sede e muitas expectativas de aprender e levar o conhecimento de volta nas suas comunidades de base em vista de melhorar Catequese e as Celebrações da palavra. Logo após da oração da abertura, seguiu as apresentações dos participantes segundo as Regiões e para coroar as apresentações, cada Região apresentou uma dança típica da Região.

Assembleia sendo um momento oportuno de formação, o conteúdo foi muito rica. Frei Armando, o palestrante tentou resgatar o perfil de um Catequista. Ele chamou atenção dos participantes a refletir sobre o relacionamento de Jesus com; os pecadores, as crianças, os adversários, as mulheres, os Pobres e os enfermos. Em todas essas relações de Jesus com esses grupos necessitados, notamos que, cada relação foi impregnada com compaixão e Jesus sempre acolhia os pequeninos ou necessitados com carinho em vista de liberta-los. Em nenhum momento que Jesus condenou ou julgou, mas sempre acolhia, orientava e prometia guiar e acima de tudo, chamava atenção especialmente dos pecadores pra não pecar mais.

Mostrando o perfil de Jesus, Frei Armando afirmou que o perfil de um Catequista deve refletir mesmos princípios fundamentais encontrados no perfil de Jesus. Ser discípulo de Jesus significa comungar com os pensamentos d`Ele e ser promotor desses pensamentos ou valores.

A partir da metade do segundo dia da Assembleia e com uma linguagem acessível a todos, o Frei embarcou no segundo Tema sobre Os Sacramentos da Iniciação Crista que incluem Batismo, Confirmação e Eucaristia. Alem de aprofundar os três Sacramentos, ele não deixou pra trás os Sacramentos da cura; unção dos enfermos e confissão e os Sacramentos do serviço na Comunidade; Ordem e Matrimônio.

Sendo uma Assembleia de formação dos catequistas, no fim de cada dia, uma das regiões guiava uma celebração da palavra pra praticar como fazer bem e ter uma oportunidade de tirar duvidas em vista de melhorar.

O ultimo dia da Assembleia, foi marcado pela presença do Nosso Bispo Roque, Superior Regional dos Missionários da Consolata na Região Amazônica, Padre Manolo e Superiora Regional das Missionárias da Consolata na Região Amazônica, Irma Lina. Eles aprovaram o trabalho que foi feito e esta sendo realizando pelos Missionários e as Missionárias da Consolata na Região da Raposa Serra do Sol. O Bispo Roque guiou uma linda Celebração Eucarística e comentou no seu discurso que todos nos estamos na escola de Jesus com sede de aprender e viver na vida pratica o que aprendemos. Ele deixou um questionamento pra todos nesta época que a Região das Serras esta se preparando celebrar 100 anos da Evangelização. “Será que Deus não aceita ou Deus rejeita vocês (Povos Indígenas da Região Raposa Serra do Sol) ser missionários como os Missionários de fora que chegaram pra evangelizar vocês”?

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