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Final da tarde quente, envolvidos numa alaranjada, cerca de três mil jovens de diversas nacionalidades juntam-se na Plaza de la Remonta para o festival jovem. Cinco grupos sobem ao palco sucessivamente com as usas danças e cânticos no âmbito da JMJ
O festival é organizado pelo arciprestado de Nossa Senhora da Vitórias, que junta cinco paróquias do norte de Madrid. “A presença de tantos jovens é para nós um presente. Queríamos que as nossas igrejas estivessem cheias, que voltássemos a encontrar os jovens reunidos à volta da fé” explica Abel Maurício, o responsável da pastoral juvenil do arciprestado. “Acolhemos 2.200 jovens, de várias nacionalidades, especialmente italianos e um grupo francês”,especifica Abel Maurício, jovem sacerdote claretiano, originário da Colômbia. Não foi fácil acolher tantos jovens, que “ieram de vários lugares e viajaram com meios diferentes. No princípio foi complicado”. Uma boa preparação tornou tudo mais fácil: “Estávamos bem organizados”.
Um grupo dos Jovens da Consolata sobe ao palco, dirigidos pelo missionário Silvanus Stock. De microfone em punho, o sacerdote tanzaniano que trabalha na Polónia apresenta o grupo e chama os outros jovens da Consolata para o centro da praça. Inicia uma série de cânticos que põe três mil jovens a dançar na grande praça de la Remonta. É um delírio, com bandeiras dos diferentes países que se agitam ao som da música e da dança. A exibição termina com os jovens exaustos a transpirar e com um enorme aplauso que aclama o nome Consolata. O festival continua com a exibição de outros grupos, que apresentam cânticos de mensagem, alguns doeis centrados sobre a vocação consagrada.
“Este é um momento especial para nós”, refere Abel Maurício. “É como um anúncio aos jovens do bairro que vivem distraídos, que não tiveram a oportunidade de receber o anúncio de Jesus”. O sacerdote espera que a presença de tantos jovens de diferentes países provoque os jovens do bairro: “Que possam sentir-se motivados”. O bairro é multiétnico: “Cheio de muitas culturas: há muitos latino-americanos e muitos asiáticos. Vivemos com a normalidade de um bairro com sentimentos de povo”. É um bairro cheio de juventude. “Os jovens do bairro estão a ver, a observar. Alguns envolveram-se mais, outros estão a observar-nos. É já um anúncio para eles”, conclui o jovem sacerdote. |