Cerca nel sito
Traduzione
Collegati
| DIOCESE DE GURUÈ ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL |
|
|
|
| Scritto da P. Daniel Raul |
| Mercoledì 16 Marzo 2011 00:00 |
|
Comunicado Final Decorreu na Casa Diocesana do Gurúè de 8 a 11 de Março de 2011 a VI Assembleia Diocesana de Pastoral subordinada ao tema: “A DIOCESE EM ESTADO DE MISSÃO: EVANGELIZAR É UM DEVER DE TODO O CRISTÃO”. A referida Assembleia presidida por Sua Ex.cia Rev.ma Dom Francisco Lerma Martínez, contou com a presença de Dom Manuel Chuanguira Machado, Bispo Emérito do Gurúè como convidado e de sessenta e sete delegados das quinze Paróquias e uma Capelania, entre eles vinte Padres, dois diáconos, treze Irmãs, trinta e dois leigos, dos quais, vinte e três homens e nove mulheres, para além do pessoal auxiliar.
Esta Assembleia vinha sendo preparada desde Agosto de 2010 com um inquérito feito a todas as comunidades da Diocese à volta dos seguintes temas: Comunhão diocesana, Evangelização, Formação e Sustentabilidade. Das respostas obtidas neste inquérito foi produzido um documento de trabalho que foi previamente enviado aos delegados. Sendo assim, a Assembleia teve a duração de quatro dias, com a reflexão de um tema por cada dia. Para ajudar na reflexão de cada tema, a Assembleia contou com quatro facilitadores que iluminaram os temas em epígrafe. O primeiro dia começou com a oração de abertura orientado pelo Senhor Bispo, Dom Francisco e animada pelo grupo da liturgia. Seguiu-se depois a apresentação dos delegados por Paróquias e da Comissão ad hoc da preparação da Assembleia, bem como a apreciação do horário que foi aprovado por unanimidade. Logo a seguir, o Presidente da Assembleia, Dom Francisco Lerma Martínez, usou da palavra para dar às boas vindas aos delegados e para fazer a abertura oficial da reunião. Na sua intervenção, Dom Francisco Lerma disse que a VI Assembleia é uma continuação da história da Diocese, uma necessidade de esforço e da dedicação no hoje da Igreja. Mais ainda, Dom Francisco indicou que a Assembleia queria responder hoje a necessidade de uma planificação, depois do estudo feito pelas comunidades cristãs. Mais adiante disse que era necessário mudar a maneira de pensar e falar, por exemplo que o conceito de Diocese diz respeito a pessoas e não as coisas. Disse também, que a Assembleia é um momento para encontrar uma orientação fundamental da nossa Diocese, com a centralidade em Cristo. Para sublinhar a união/comunhão, Dom Francisco fundamentou a sua intervenção na I Assembleia Nacional de Pastoral, fazendo referência ao modelo da roda, em que o centro é ocupado por Cristo e todos os membros estão ao serviço de Cristo. Como resposta aos inúmeros desafios que a Diocese enfrenta neste momento, Dom Francisco apresentou a necessidade e a urgência de uma planificação, um objecto concreto no campo pastoral tendo presente o magistério de Bento XVI da Nova evangelização que passa necessariamente pelo novo ardor e pelo zelo apostólico. Para terminar O Bispo da Diocese indicou as três linhas essenciais que devem nortear as opções na tomada de opções na presente Assembleia e na vida da Diocese, a saber: Uma Diocese de comunhão, uma Diocese serva e uma Diocese missionária. O primeiro tema da Assembleia foi a “comunhão diocesana” iluminado pelo P. Tonito Xavier, Sacerdote Diocesano do Gurúè. Na sua intervenção, o orador disse que evangelizar era um dever de todos. E o ponto de partida é a comunhão e, o sujeito da comunhão é o homem, daí a necessidade de viver em comunhão. Disse ainda que viver em comunhão é um convite feito aos homem, pois este é um ser em relação com Deus e com os irmãos. Sublinhou que o fundamento da comunhão é o amor: amar o irmão como imagem de Deus. Tendo presente o dado bíblico, P. Tonito disse que a comunhão é um dado revelado por Jesus Cristo, expressão da sua vontade, daqui a importância da comunhão. Trata-se de uma realidade que se encontra presente na comunidade primitiva dos Apóstolos. Mais adiante falou da teologia paulina que apresenta a unidade do corpo como imagem da comunhão. No horizonte do Concílio Vaticano II, o P. Tonito disse que o Concílio apresenta a Igreja comunhão à imagem da Santíssima Trindade, fundada nos carismas, nos ministérios e unida ao pastor universal e aos irmãos através de laços de caridade. Trata-se de uma Igreja que se constrói na diversidade e comunhão, uma comunhão que seja dinâmica, hierárquica, orgânica e carismática. No contexto da Igreja em Moçambique fez referência a I Assembleia Nacional de Pastoral, onde se sublinhou a necessidade de sentir-se família e Igreja-comunhão, com a necessidade de ministérios e uma participação na vida política; a comunhão é um poderoso meio para a evangelização, pelo que, ao nível diocesano há uma necessidade de uma pastoral de conjunto que é fruto de comunhão. Sobre o tema da Comunhão e como o resultado dos trabalho em grupo, a Assembleia definiu as seguintes prioridades na ordem de importância: 1. A criação de uma Equipa de formação permanente móvel a nível da Diocese; 2. Educação moral e cívica; 3. A necessidade de Visitas pastorais não necessariamente para administrar o Sacramento da Confirmação 4. A presença de Novas congregações religiosas 5. Acções ecuménicas O segundo dia foi ocupado com a reflexão sobre o tema da Evangelização cujo facilitador foi P. Constantino Bugaio, Sacerdote dos Missionários Combonianos. Na sua intervenção o P. Constantino fez um diagnóstico da realidade de evangelização da Igreja em Moçambique, tendo reconhecido não só os momentos gloriosos, ricos de experiência e testemunho como também os momentos de eclipse. Caracterizou a sociedade actual como fragmentada e frágil, o que faz com que se pare para reflectir e encontrar caminhos para o futuro. P. Constantino identificou os obstáculos que minam a evangelização como sendo vírus que precisam de ser combatidos para o bom porto da missão evangelizadora. Os mais evidentes são: dispersão na evangelização, falta de pertença à Igreja local, disparidade de métodos e não claros de evangelização, falta de encontro e coordenação das equipas missionárias, transferências de equipas missionárias duma maneira arbitrária, falta de confiança, sacramentalismo, ambiguidades, passagens automáticas na catequese. Falando da catequese disse que os vírus que podem afectar são os seguintes: falta de compromisso, falta de revitalização dos centros de catequese, falta de material, improvisação da catequese, alcoolismo, complexo de superioridade, corrupção. No que diz respeito à família, P. Constantino apontou como vírus: divórcios, separações, infidelidades na vida conjugal. Disse que esta realidade exige uma nova evangelização no contexto actual. Exige sim a actualização dos métodos de evangelização, a formação das comunidades cristãs para que possam responder de uma forma cabal os desafios da evangelização. No fim da sua intervenção, o iluminador encorajou a Assembleia a não ter medo, porque apesar das dificuldades constatadas, existem também sinais da presença do Espírito Santo na Igreja. Como fruto de reflexão feita pelos grupos constatou-se a existência de vírus na Diocese que dificultam a evangelização. A maioria dos grupos apontou a formação a todos os níveis dos agentes da pastoral como sendo uma necessidade urgente. No campo da Evangelização, portanto, a Assembleia definiu prioridades na seguinte ordem: 1. Necessidade de Formação para evangelizar 2. Necessidade da Inculturação do Evangelho 3. Reorganização da pastoral matrimonial 4. Promoção da mulher 5. Promoção da pastoral vocacional em vista à evangelização O terceiro dia começou com a iluminação do tema da Formação feita pelo P. Renato Comastri, Sacerdote Dehoniano, qual disse que o tema da Formação foi um desafio contínuo, razão pela qual as três Assembleias Nacionais de Pastoral interessaram-se pelo assunto. P. Renato indicou três caminhos para a Formação a saber: a oração, a Palavra e o serviço. Depois, fez um historial da Evangelização, dos anos quarenta e cinquenta, através das escolas que funcionavam como centros catequéticos. Portanto, neste período, a evangelização coincidia com a escolarização, por exemplo a reza de terço, Missas nos internatos masculinos e femininos, onde nasceram os primeiros cristãos. Este momento histórico foi caracterizado pela catequese itinerante, daí a necessidade dos catequistados. Mais tarde, já nos anos setenta abriu-se nos catequistados a formação aos casados. É neste contexto que nascem os catequistado de Nauela, Etatara, Guiua, Anchilo e Nazaré. P. Renato disse que houve a organização do catecumenato e o aparecimento dos livros: Muluku ni Atxhu, Okumana ni Yesu, O Cristão no mundo, N’netxa Mmuthukumanoni, Orientações Diocesanas de pastoral, e outros subsídios para cada ministério. Também fez referência a alguns problemas que marcaram a caminhada na Igreja ministerial na qual o serviço é concebido como prestígio, poder; o provisório visto como definitivo, diminuição da confiança e da responsabilidade, invejas, medo e grupismo. Nas considerações finais, P. Renato insistiu no sentido de pertença à Igreja, a necessidade de testemunhar a fé com os outros irmãos. E sublinhou que o amor à Igreja passa pelo amor de Cristo. Terminou dizendo que a formação requer também o conhecimento de livros existentes e produção de outros, pois a Diocese tem pessoal preparado e meios. No fim do dia a Assembleia propôs como prioridades para o próximo triénio os seguintes aspectos:
No quarto dia e último dia o P. Raimundo Ramani, Sacerdote diocesano de Nacala, iluminou os presentes no que concerne ao tema da Sustentabilidade da Igreja. Depois de apresentar definições de conceitos tão actuais quanto úteis tais como economia, autonomia, emprendedorismo mostrou como a missão evangelizadora pode ser condicionada por falta de autonomia económica e do pessoal, fundamentando a sua intervenção em dados bíblicos, da tradição da Igreja e da experiência quotidiana. De seguida apontou como pistas de solução do difícil problema de falta de autonomia da nossa igreja os seguintes: a abertura de machambas da comunidade, a sensibilidade dos fiéis de modo que o seu ofertório na missa e fora dela seja dignificante, o sentido de pertença a Cristo e daí a necessidade de sentir como seu o dever de propagar o Reino de Deus, em consonância com o quinto mandamento da Lei da Igreja e a honestidade de quem deve gerir os bens temporais da Igreja. Chamados a definir as prioridades no campo da sustentabilidade da nossa Igreja nos próximos três anos, os grupos identificaram os seguintes:
Às 18,30 horas desta Sexta-feira, com uma Celebração Eucarística bem vivida presidida pelo Senhor Dom Francisco, dentro da qual os participantes foram simbolicamente enviados a evangelizar através da recepção de uma Cruz, terminou a VI Assembleia Diocesana da Pastoral.
Gurúè, 11 d e Março de 2011. |
| Ultimo aggiornamento Mercoledì 16 Marzo 2011 08:42 |






